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Urna eletrônica: prazo de validade e descarte

ResumoA urna eletrônica tem vida útil estimada em 10 anos ou seis eleições, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Após esse prazo, o equipamento é desmanchado e ao menos 95% do peso é reciclado, sob fiscalização de técnicos. O descarte segue normas ambientais e de segurança da informação.

A urna eletrônica tem vida útil estimada em 10 anos ou seis eleições. Depois disso, o TSE desmancha o equipamento e recicla ao menos 95% do peso, sob fiscalização de técnicos.

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Urna eletrônica: prazo de validade e descarte
Foto: Viva Capital · Urna eletrônica: prazo de validade e descarte · 15 set 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adota uma estratégia de gestão e manutenção preventiva para controlar os custos operacionais das mais de 563.910 urnas eletrônicas em uso no Brasil. A pergunta que muita gente faz é simples: qual é o prazo de validade da urna eletrônica e o que acontece quando o equipamento fica velho demais?

A vida útil das urnas é estimada em 10 anos ou seis eleições consecutivas. Depois desse período, os equipamentos que passam do prazo de validade são desmanchados e descartados de forma sustentável por empresas especializadas, sob fiscalização contínua de técnicos do TSE.

O que acontece com a urna depois do prazo

As urnas que ainda estão dentro do tempo útil de vida, após o ciclo de votação, são estocadas em mais de mil depósitos secretos geridos pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Lá, elas passam pelo Sistema de Teste Exaustivo (STE), que monitora a integridade física e o carregamento das baterias.

Quando o equipamento ultrapassa os 10 anos ou seis eleições, começa o processo de descarte. Fiscais acompanham o carregamento, a lacração e o transporte dos resíduos do tribunal até o local de trituração. A meta é reciclar no mínimo 95% do peso dos componentes, como metais, plásticos e placas eletrônicas.

A prática já destinou mais de 6 mil toneladas de resíduos entre 2009 e 2018 e gerou cerca de R$ 2 milhões devolvidos aos cofres públicos.

Reserva de contingência e segurança

Além do estoque operacional espalhado pelos estados, a sede do TSE em Brasília guarda uma reserva de contingência com 15 mil urnas preparadas para substituições de emergência. A manutenção periódica é executada por empresas terceirizadas selecionadas via licitação.

A arquitetura dos aparelhos impede o carregamento de softwares não autorizados, liberando a execução apenas de programas com assinatura digital emitida pela própria Justiça Eleitoral. Para as eleições de 2026, por exemplo, cerca de 77% das urnas usadas serão de última geração.

Se você acompanha a eleições 2026 de perto, vale entender como esse ciclo de renovação afeta a logística do pleito. E se o assunto é gestão de recursos públicos, o descarte sustentável de equipamentos mostra como órgãos lidam com resíduos eletrônicos.

“A urna eletrônica tem vida útil estimada em 10 anos ou seis eleições. Depois disso, o TSE desmancha o equipamento e recicla ao menos 95% do peso, sob fiscalização de técnicos.”
Roberto Yokota · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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