A JBS (JBSS32) assinou um acordo definitivo com a Viva Holding para combinar ativos e atividades de produção, beneficiamento e comercialização de couros na JBS Viva. Cada sócia terá 50% da empresa após a conclusão da operação, que dá continuidade à transação anunciada em novembro de 2025.
Para formar a sociedade, a JBS transferirá os ativos incluídos na associação para a JBS Couros Brasil e, depois, contribuirá com a totalidade das quotas dessa empresa para a JBS Viva. A combinação abrangerá operações de couros da JBS no Brasil e no exterior, além dos ativos da Viva ligados à produção de couros e à fabricação e comercialização de insumos químicos usados no processamento.
O que fica de fora da associação
Nem tudo entra no pacote. Ficam de fora os negócios de colágeno e gelatina de ambas as companhias, a operação de couros da planta da JBS em Cactus, no Texas, e os ativos da divisão situados na Alemanha, no Uruguai e no México. Ativos da Viva que não são usados atualmente em sua operação de couros também serão excluídos.
A leitura de quem acompanha o setor é direta: a associação concentra o que é couro de verdade, e deixa cada sócia livre para tocar separadamente os negócios que não se encaixam nessa lógica. como funciona uma joint venture na B3
Governança dividida e contratos de fornecimento
A governança será compartilhada, com um conselho de administração de até seis integrantes e indicações divididas igualmente entre as sócias. A JBS indicará o presidente do conselho, sem voto de desempate, e o diretor financeiro. A Viva Holding escolherá o diretor executivo e o diretor de operações.
As empresas também firmarão contratos de fornecimento. A JBS fornecerá couro cru de seus frigoríficos brasileiros à JBS Viva, que venderá à companhia as aparas e raspas correspondentes geradas no processamento, destinadas à produção de gelatina, colágeno e produtos relacionados.
Conclusão ainda sem data
A conclusão permanece sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais nesse tipo de operação. Segundo o comunicado, não há garantia sobre quando a transação será implementada.
Do ponto de vista de quem pensa o negócio no longo prazo, a estrutura chama atenção por um detalhe: a governança sem voto de desempate exige que as sócias construam consenso em cada decisão relevante. É um desenho que costuma funcionar bem quando os interesses estão alinhados, mas cobra maturidade de relacionamento ao longo dos anos. o que observar em fusões e aquisições