As siderúrgicas brasileiras produziram 2,69 milhões de toneladas de aço bruto em agosto, uma queda de 6,2% sobre o volume produzido um ano antes, segundo dados apresentados nesta terça-feira (15) pela associação que reúne as usinas, o Aço Brasil.
O recuo veio apesar do avanço nas vendas no mercado interno e nas exportações, o que mostra uma produção que perdeu ritmo enquanto a demanda seguiu comprando. No mercado interno, as usinas venderam 1,8% mais no período, para 1,86 milhão de toneladas, ao passo que as exportações subiram 13%, a 959 mil toneladas.
As importações também caíram, 19,5% no período, para 395 mil toneladas. Ou seja: entrou menos aço de fora, vendeu-se mais aqui dentro e ainda assim a produção encolheu.
Laminados longos puxam o recuo, planos avançam
A produção foi atingida por recuo de 2% no segmento de laminados longos em agosto sobre um ano antes, para 841 mil toneladas. Enquanto isso, a produção de planos subiu 3,5%, para 1,16 milhão de toneladas. Os números também mostraram queda de 5,8% na produção de placas semiacabadas para venda, para 557 mil toneladas.
No acumulado do ano, produção cede 1,8%
No acumulado de janeiro ao final do mês passado, a produção de aço bruto teve queda de 1,8% ante os oito primeiros meses de 2025, para 21,78 milhões de toneladas.
As vendas no mercado interno se mostram praticamente estáveis, para 14,2 milhões de toneladas, e as exportações crescem 3,7%, para 7,32 milhões de toneladas. As importações no acumulado do ano recuaram 20,2%, em meio às medidas de defesa comercial tomadas pelo governo federal desde o ano passado, para 3,7 milhões de toneladas.
O aço bruto é a base de quase tudo que se constrói: carro, geladeira, estrutura de prédio. Quando a produção cede enquanto as vendas seguram, o ajuste costuma aparecer primeiro no ritmo das usinas, não no preço da prateleira. Para os próximos meses, o dado a acompanhar é se o recuo nos longos se mantém ou se acomoda, já que o acumulado do ano ainda é de queda modesta, de 1,8%.