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CEO da Ford prevê invasão chinesa nos EUA em 10 anos

ResumoJim Farley, CEO da Ford, prevê que fabricantes chinesas de veículos elétricos invadirão o mercado americano em até dez anos, apesar das tarifas de 100% impostas pelos EUA. A declaração foi feita a funcionários da montadora, indicando que a Ford considera a entrada chinesa um cenário realista e prepara estratégias para competir com marcas como BYD e Geely.

O CEO da Ford, Jim Farley, afirmou a funcionários que a montadora trabalha com a possibilidade de fabricantes chinesas entrarem no mercado americano em até dez anos, apesar das tarifas de 100%.

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CEO da Ford prevê invasão chinesa nos EUA em 10 anos
Foto: Viva Capital · CEO da Ford prevê invasão chinesa nos EUA em 10 anos · 02 ago 2026

CEO da Ford prevê 'invasão' de montadoras chinesas nos EUA em até dez anos

O CEO da Ford, Jim Farley, afirmou a funcionários que a montadora trabalha com a possibilidade de fabricantes chinesas de automóveis entrarem no mercado americano em até dez anos. A declaração foi feita durante uma reunião interna na quinta-feira, 30, segundo três pessoas que acompanharam o encontro e relataram o conteúdo à Reuters.

A avaliação contrasta com a política comercial dos Estados Unidos, que hoje impõe tarifas de cerca de 100% sobre veículos elétricos produzidos na China, além de restrições ao uso de softwares e componentes chineses em carros vendidos no país. Ainda assim, Farley indicou que a Ford considera inevitável uma maior presença das montadoras asiáticas no longo prazo.

Por que a Ford muda o discurso agora?

Farley é um dos principais executivos da indústria a alertar para o avanço das fabricantes chinesas. Nos últimos anos, o CEO tem citado repetidamente empresas como a BYD como referência em custos, velocidade de desenvolvimento e eficiência produtiva.

A resposta da Ford passa pelo desenvolvimento de uma nova plataforma de veículos elétricos de baixo custo, desenhada para competir diretamente com os modelos chineses em preço e rentabilidade.

As declarações também acontecem em meio ao debate no Congresso americano sobre a ampliação das restrições às montadoras chinesas, reforçando a preocupação de Washington com o avanço da indústria automotiva do país asiático.

O que já mudou fora dos EUA

Embora as fabricantes chinesas ainda não tenham presença relevante no mercado americano, elas vêm ampliando participação em outros mercados importantes para a Ford.

No México, marcas chinesas ganharam espaço nos últimos anos. No Canadá, acordos comerciais permitem a venda de um volume limitado de veículos elétricos produzidos na China. Analistas do setor consideram o mercado canadense uma porta de entrada para avaliar a receptividade dos consumidores americanos.

Na Europa, a Ford anunciou recentemente uma joint venture com a Geely para fortalecer sua posição na região. A parceria foi alvo de críticas de parlamentares dos Estados Unidos, mas a montadora argumenta que o crescimento das fabricantes chinesas exige que as empresas tradicionais se tornem mais eficientes para manter a competitividade.

No início do mês, o presidente do conselho da Ford, Bill Ford, resumiu a estratégia da empresa ao afirmar que os Estados Unidos não conseguirão impedir indefinidamente o avanço das montadoras chinesas e que o desafio será competir em igualdade de condições.

E o Brasil nessa história?

No Brasil, a Ford já vive uma realidade diferente da dos Estados Unidos. Desde o fechamento de suas fábricas em 2021, a montadora deixou de produzir veículos no país e passou a operar com um portfólio baseado em modelos importados, como a Ranger, produzida na Argentina, além da Maverick, Bronco Sport, Mustang, F-150 e Transit. A empresa também manteve em funcionamento seu centro de desenvolvimento em Camaçari (BA), voltado à engenharia e ao desenvolvimento de tecnologias para projetos globais.

O mercado brasileiro, por sua vez, tornou-se um dos principais destinos da expansão das montadoras chinesas na América Latina. Marcas como BYD, que assumiu a antiga fábrica da Ford na Bahia, e GWM ampliaram investimentos no país e vêm ganhando participação em segmentos como veículos elétricos e híbridos.

Perguntas Frequentes

Quando as montadoras chinesas devem entrar nos EUA?

Segundo Jim Farley, a Ford trabalha com a possibilidade de entrada entre cinco e dez anos, apesar das barreiras comerciais impostas pelos EUA.

Quais barreiras os EUA impõem aos carros chineses?

Tarifas de cerca de 100% sobre veículos elétricos produzidos na China, além de restrições ao uso de softwares e componentes chineses em carros vendidos no país.

O que a Ford planeja para competir com as chinesas?

Desenvolver uma nova plataforma de veículos elétricos de baixo custo, desenhada para competir diretamente em preço e rentabilidade.

A Ford ainda produz carros no Brasil?

Não. Desde 2021, a Ford fechou suas fábricas no país e passou a operar com modelos importados, mantendo o centro de desenvolvimento em Camaçari (BA).

Qual a posição da BYD no Brasil?

A BYD assumiu a antiga fábrica da Ford na Bahia e, junto com a GWM, ampliou investimentos no país, ganhando participação em veículos elétricos e híbridos.

“O CEO da Ford, Jim Farley, afirmou a funcionários que a montadora trabalha com a possibilidade de fabricantes chinesas entrarem no mercado americano em até dez anos, apesar das tarifas de 100%.”
Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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