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BCE eleva juros em meio a temores com a inflação por guerra no Irã

ResumoO Banco Central Europeu elevou a taxa de depósito de 2,25% para 2,50% em 10 de abril, segunda alta do ano, diante do risco inflacionário gerado pela guerra no Irã. O conflito impulsionou o petróleo acima de US$ 100 o barril, pressionando os preços na zona do euro e levando a autoridade monetária a endurecer a política.

O Banco Central Europeu subiu a taxa de depósito de 2,25% para 2,50% na quinta-feira (10), a segunda alta do ano. A guerra no Irã empurrou o petróleo acima de US$ 100 o barril e reacendeu o temor de inflação na zona do euro.

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BCE eleva juros em meio a temores com a inflação por guerra no Irã
Foto: Viva Capital · BCE eleva juros em meio a temores com a inflação por guerra no Irã · 10 set 2026

O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros na quinta-feira (10) pela segunda vez neste ano. A decisão busca conter o avanço da inflação impulsionado pelos preços da energia, desencadeado pela guerra no Irã. A taxa de depósito subiu de 2,25% para 2,50%.

Os ataques de ambos os lados desde o final de agosto romperam um mês de relativa calma. Estados Unidos e Irã atingiram alvos militares, de transporte marítimo e do setor energético. Com isso, o petróleo voltou a ficar acima de US$ 100 o barril e reacendeu os temores de uma onda de aumentos de preços na zona do euro, que importa combustíveis.

O que o BCE disse sobre a inflação

O BCE afirmou que a inflação deve permanecer acima de sua meta de 2% por algum tempo. Em comunicado, o banco declarou: "O conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões inflacionárias, e a inflação deve permanecer bem acima da meta por um período prolongado".

A instituição também elevou algumas de suas projeções de crescimento e inflação. O movimento reflete a resiliência maior do que o esperado da economia e o efeito dos custos mais altos dos combustíveis sobre outros preços. As novas previsões apontam inflação de 3,0% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.

Gás natural preocupa mais que o petróleo

As previsões divulgadas nesta quinta-feira provavelmente não refletem plenamente o mais recente aumento nos preços da energia, especialmente do gás natural, do qual muitos países europeus dependem para aquecimento.

"Isso é especialmente relevante porque, embora os choques nos preços do gás tendam a se refletir mais lentamente do que os choques nos preços do petróleo, eles também geram efeitos maiores e mais persistentes sobre a inflação excluindo energia", afirmou o Barclays em uma nota.

Mercados e economistas divergem sobre os próximos passos

Os mercados financeiros precificam mais um aumento dos juros este ano, seguido por mais uma ou duas altas no ano que vem. Os economistas, por outro lado, acreditam que a decisão desta quinta-feira pode ser a última do BCE por enquanto, embora um número crescente veja o risco de que seja necessário um aperto monetário adicional.

O BCE não deu nenhuma pista sobre medidas futuras. Limitou-se a repetir sua linha padrão de que as decisões serão baseadas nos dados que forem surgindo.

Para o leitor brasileiro, o movimento do BCE ajuda a explicar por que a inflação segue no radar global. No Brasil, o IPCA variou 0,58% em maio de 2026 e 0,16% em junho. A leitura de julho ficou em 0,07%. Economia complicada é só economia mal explicada: quando o petróleo sobe lá fora, o efeito chega ao combustível e ao frete por aqui. como a inflação afeta o seu bolso

Nos próximos meses, a atenção fica dividida entre os preços do gás na Europa e os dados de atividade da zona do euro. Sem sinal claro do BCE, o mercado deve continuar oscilando entre a aposta em pausa e o risco de novo aperto.

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Larissa Monteiro · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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