Alckmin: indústria encolheu 1,6% de 2015 a 2022, mas cresceu 3,2% com Lula
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (2) que a indústria brasileira encolheu 1,6% entre 2015 e 2022, mas cresceu 3,2% de 2023 a 2025, durante o governo Lula. A declaração foi dada na Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo, que oficializa a candidatura à reeleição da chapa de Lula e Alckmin.
Segundo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o período de 2015 a 2022 foi marcado pelo fechamento de grandes fábricas. "Nesse período de 2015 a 2022, fecharam a Ford, a Mercedes, a Vibra, a Sony, a Troller e a Audi", enumerou. O vice-presidente também pontuou a melhora do Custo Brasil, com a simplificação e redução da burocracia na indústria.
O que mudou na indústria entre os dois períodos?
A comparação entre os dois intervalos é direta: queda de 1,6% de 2015 a 2022, alta de 3,2% de 2023 a 2025. Alckmin atribuiu a virada a mudanças estruturais e de política econômica. Ele citou a reforma tributária como um dos fatores que simplificam e trazem eficiência econômica, em contraste com a intenção de adversários políticos de criar a CPMF, um novo imposto que, segundo ele, encareceria o empréstimo e o crédito.
Desemprego baixo e inflação baixa ao mesmo tempo
Além do desempenho industrial, Alckmin destacou a melhora de indicadores econômicos de curto prazo. A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho. O IPCA-15 de julho registrou alta mensal de 0,06%, resultado abaixo do esperado.
"Um desemprego baixo, assim como uma inflação baixa, é difícil de se obter porque, em geral, quando a inflação está baixa o desemprego está alto; quando o desemprego está baixo, a inflação está alta. E conseguimos, presidente, as duas coisas no nosso País", frisou.
O que isso significa para o pequeno empreendedor?
Quando a indústria cresce, a cadeia inteira responde: mais encomendas para fornecedores, mais demanda por logística e mais consumo. Para quem tem um pequeno negócio, o dado de 3,2% de crescimento não é só número de macroeconomia. Ele sinaliza ambiente de negócios com mais tração, o que costuma facilitar a venda e o fluxo de caixa do dia a dia.
Mas eu aprendi, na prática, que indicador nacional não paga conta sozinho. O que paga é a gestão. Separe as contas da empresa das contas pessoais, acompanhe o custo real de cada venda e não confie em promessa de crescimento sem antes olhar o seu próprio caixa. Quebrar ensina o que curso nenhum ensina, e a primeira lição é essa: PJ e PF são mundos separados.
Custo Brasil e burocracia: o que muda na prática?
A redução da burocracia citada por Alckmin afeta diretamente quem empreende. Menos exigências documentais e menos tempo perdido com papelada significam mais horas para produzir e vender. É um alívio que chega devagar, mas chega. Para o pequeno negócio, cada hora economizada com obrigações acessórias é hora que pode virar atendimento ao cliente.
Perguntas Frequentes
A indústria realmente encolheu de 2015 a 2022?
Sim, segundo Alckmin, a indústria brasileira encolheu 1,6% nesse período, com fechamento de fábricas como Ford, Mercedes, Vibra, Sony, Troller e Audi.
Qual foi o crescimento da indústria no governo Lula?
De 2023 a 2025, a indústria cresceu 3,2%, conforme o vice-presidente.
O que é o Custo Brasil?
É o conjunto de custos e burocracias que encarece a produção e a operação de empresas no país. Alckmin citou a simplificação e redução da burocracia como melhora nesse indicador.
A taxa de desemprego está em qual nível?
Está em 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho, segundo Alckmin.
O que foi a CPMF citada por Alckmin?
Segundo ele, adversários políticos tinham intenção de criar a CPMF, um imposto que encareceria o empréstimo e o crédito. Ele contrapôs a reforma tributária feita pelo governo Lula, que simplifica e traz eficiência econômica.
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