A quarta-feira (16) concentra as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, o que rendeu ao dia a alcunha de "Super Quarta". Copom e Fomc devem caminhar em direções opostas: enquanto o colegiado brasileiro deve reduzir os juros em 25 pontos-base, o equivalente norte-americano deve subir as taxas na mesma intensidade.
A resposta direta para quem acompanha a agenda: o Copom corta 25 pontos-base, o Fomc sobe 25 pontos-base, o Brent recua mais de 1% mas segue acima de US$ 100, e o IBC-Br, prévia do PIB, sai na manhã desta quarta. Os três eventos se cruzam no mesmo dia e puxam o humor dos mercados.
O ponto de convergência entre as duas autoridades monetárias é o preço do barril de petróleo. Nesta quarta-feira, as cotações do Brent, referência internacional, recuam mais de 1%, mas ainda acima do patamar de US$ 100. A pressão sobre os preços de energia, e consequentemente sobre a inflação nos dois países, pode exigir dos Bancos Centrais uma postura mais dura contra a alta dos preços. É esse detalhe que impede uma leitura linear das decisões, mesmo com os movimentos em direções opostas.
No front local, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB brasileiro, deve ser publicado na manhã de hoje. A mediana das projeções aponta para uma queda de 0,10% na atividade econômica em julho, de acordo com o Broadcast.
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (15) em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, com ajuda das ações ligadas a commodities, principalmente o petróleo. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1551, em alta de 0,14%. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, sobe 0,50%, cotado a US$ 37,97. No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em alta, as europeias começaram o dia no lado positivo e os índices futuros de Wall Street apontam para abertura em alta.
Para quem olha o fluxo de caixa de perto, o dólar PTAX de venda ficou em R$ 5,1490 em 15/09/2026, segundo o Banco Central, ante R$ 5,1696 em 14/09/2026. É esse tipo de variação que pesa no custo de quem importa insumo ou paga fornecedor atrelado à moeda. Vale acompanhar impacto do dólar no pequeno negócio.