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Tarifas de Trump: XP vê impacto limitado para frigoríficos e alerta para uma ação; veja recomendações

ResumoA XP Investimentos avalia que as tarifas de Trump têm impacto limitado sobre frigoríficos brasileiros. A corretora alerta para riscos em uma ação específica do setor, sem detalhar qual. Recomendações para investidores incluem cautela com exposição a empresas mais vulneráveis a barreiras comerciais dos EUA.

A XP Investimentos avalia que as tarifas de Trump têm impacto limitado sobre frigoríficos brasileiros, mas alerta para riscos em uma ação específica. Veja recomendações e análise detalhada para investidores.

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Tarifas de Trump: XP vê impacto limitado para frigoríficos e alerta para uma ação; veja recomendações
Foto: Viva Capital · Tarifas de Trump: XP vê impacto limitado para frigoríficos e alerta para uma ação; veja recomendações · 17 jul 2026

Tarifas de Trump: XP vê impacto limitado para frigoríficos e alerta para uma ação; veja recomendações

As tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sob o governo Trump geraram apreensão no mercado, mas a XP Investimentos avalia que o impacto sobre frigoríficos brasileiros é limitado. Em relatório recente, a corretora destaca que a exposição direta do setor de proteínas brasileiro ao mercado americano é pequena, com a maior parte das exportações voltadas para China e outros destinos. No entanto, há uma ação específica que merece atenção redobrada.

Impacto limitado para a maioria dos frigoríficos

Segundo a XP, as tarifas de Trump afetam principalmente produtos industrializados e commodities específicas, mas o setor de carnes brasileiro tem baixa dependência do mercado americano. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que menos de 5% das exportações brasileiras de carne bovina e de frango têm os EUA como destino. Isso reduz o risco direto para empresas como JBS, Marfrig e BRF.

Exposição à China como fator de proteção

A China continua sendo o principal comprador de carne brasileira, respondendo por cerca de 40% das exportações totais do setor. A XP ressalta que, enquanto as tarifas americanas não afetarem diretamente o comércio com a China, o impacto sobre os frigoríficos brasileiros deve ser contido. "O mercado chinês segue aquecido, com demanda estável por proteínas", afirma o relatório.

Alerta para uma ação específica

A XP alerta para riscos em uma ação específica do setor: a Minerva (BEEF3). A empresa tem exposição significativa ao mercado americano, com operações de processamento e distribuição nos EUA. As tarifas de Trump podem aumentar os custos operacionais e comprimir margens. A recomendação da XP é de cautela, com preço-alvo revisado para baixo.

Riscos operacionais e financeiros

A Minerva registrou receita de R$ 12,5 bilhões em 2025, dos quais cerca de 15% vêm de operações nos EUA. Com as tarifas, o custo de insumos e a logística podem subir, reduzindo a rentabilidade. A XP estima que o lucro líquido da empresa pode cair entre 5% e 10% no curto prazo, dependendo da duração das medidas.

Recomendações para investidores

Para a maioria dos frigoríficos, a XP mantém recomendações neutras ou positivas, com destaque para JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3), que têm baixa exposição aos EUA e operações diversificadas globalmente. Já para a Minerva, a recomendação é de underperform (desempenho abaixo da média do mercado), com risco de revisão para baixo caso as tarifas se intensifiquem.

Estratégias de diversificação

Investir em frigoríficos exige análise de exposição geográfica e riscos tarifários. A XP sugere que investidores com perfil conservador evitem ações com alta dependência dos EUA e priorizem empresas com presença forte na China e em mercados emergentes. A diversificação setorial também é recomendada, incluindo empresas de proteínas, laticínios e grãos.

Perspectivas futuras

As tarifas de Trump devem ser monitoradas de perto, mas o cenário base da XP é de impacto limitado para o setor de frigoríficos brasileiro. A recuperação da economia chinesa e a estabilidade do câmbio são fatores que podem mitigar riscos. Para a Minerva, a recomendação é de cautela até que haja clareza sobre a duração das medidas.

Perguntas Frequentes

Qual o impacto das tarifas de Trump sobre frigoríficos brasileiros?

A XP vê impacto limitado, pois a exposição direta ao mercado americano é pequena para a maioria das empresas, exceto a Minerva.

Por que a Minerva é a ação mais afetada?

A Minerva tem operações significativas nos EUA, o que a torna mais vulnerável às tarifas, com risco de aumento de custos e compressão de margens.

Quais frigoríficos têm menor risco?

JBS e BRF têm baixa exposição aos EUA e operações diversificadas, sendo menos afetadas pelas tarifas.

Como investir em frigoríficos no cenário atual?

Priorize empresas com foco na China e em mercados emergentes, e evite ações com alta dependência dos EUA. Diversificação é chave.

As tarifas podem se intensificar?

Sim, o cenário é incerto. A XP recomenda monitorar as negociações comerciais entre EUA e Brasil, que podem alterar o impacto.

Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional qualificado antes de tomar decisões financeiras.

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Eduardo Tannous · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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