O Ibovespa (IBOV) começou o pregão desta terça-feira (15) em alta, sustentado pela expectativa de redução da taxa Selic na reunião de amanhã, enquanto investidores monitoram o julgamento do ministro Alexandre de Moraes no STF e mantêm cautela no cenário externo. Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 0,32%, aos 186.092,69 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista operava em queda ante o real, na contramão do exterior: R$ 5,1401, baixa de 0,15%. O DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,19%, aos 99.585 pontos.
STF, eleição e varejo: o que move o pregão
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar possível envolvimento do ministro Alexandre de Moraes no Caso Master concentra as atenções. Existe a possibilidade de um pedido de vista pela ala pró-Moraes, o que pode paralisar a sessão e atrasar o julgamento por até 90 dias. Em manifestação ao presidente da corte, Edson Fachin, Moraes negou quaisquer irregularidades no caso do Banco Master e afirmou ser vítima de uma investigação ilegal, com motivação político-eleitoral e de vingança por ter sido relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre outros, foram condenados por tentativa de golpe de Estado.
No campo eleitoral, a pesquisa CNT/MDA para a presidência em 2026, divulgada nesta terça (15), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40,6% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 30,4% no primeiro turno. No levantamento anterior, de 11 de agosto, Lula tinha 42,4% e o senador, 28,7%. A vantagem caiu de 13,7 para 10,2 pontos percentuais. Em segundo turno, o presidente venceria por 47,3% a 40%, ante 48% a 39,1% na pesquisa passada. Mesmo com a margem caindo de 8,9 para 7,3 pontos, dentro da margem de erro de 2,2 pontos, Lula ainda seria reeleito.
O varejo brasileiro registrou queda maior do que a esperada em julho, sinalizando fraqueza no início do segundo semestre, com o pior desempenho em três meses. As vendas caíram 0,8% ante o mês anterior, mas subiram 1,2% na comparação com julho de 2025.
Petróleo e juros americanos no radar externo
Nos Estados Unidos, o rendimento do Tesouro de 10 anos opera no maior nível desde 2007, véspera da decisão do Federal Reserve sobre juros. Mais cedo, o título referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão atingiu 5,041%, ultrapassando o pico de 2023. A disparada combina preocupações fiscais americanas, alta do petróleo, pressão inflacionária e perspectiva de juros elevados por mais tempo.
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio sustenta o receio de novas interrupções no fornecimento de petróleo. Os preços operam sem direção única: o Brent para novembro caía 0,11%, a US$ 105,56 o barril, na ICE, em Londres, enquanto o WTI para outubro subia 0,21%, a US$ 101,60, na Nymex.
Do meu lado, quem acompanha cripto há anos reconhece o padrão: quando o juro real sobe lá fora, ativo de risco sofre aqui dentro. Não é hora de apostar o aluguel na alta do dia. É hora de olhar o tamanho da posição e aceitar que perda total é possibilidade real em qualquer ativo volátil. Guarde sua chave privada como guarda seu dinheiro: sem terceiros, sem descuido.
como funciona a decisão da Selic o que é o DXY e por que ele mexe com o dólar