Desde 2020, o seleto grupo de empresas brasileiras com valuation superior a US$ 100 bilhões na B3 tem apenas três integrantes. Petrobras, Vale e Itaú Unibanco são as únicas que romperam essa barreira simbólica, segundo dados da própria bolsa. O feito, porém, não é estático: depende do preço das ações e da cotação do dólar. Nesta análise, eu explico quem são essas companhias, como chegaram lá e quais os riscos de investir nesse patamar.
Resposta direta: Desde 2020, apenas três empresas listadas na B3 atingiram o valuation de US$ 100 bilhões: Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. O marco considera o valor de mercado em dólares, ajustado pela cotação do câmbio. Nenhuma outra companhia brasileira entrou no clube desde então, segundo dados da própria B3 e do IBGE.
Quem são as três empresas do clube dos US$ 100 bilhões
Petrobras, Vale e Itaú Unibanco são os nomes que compõem esse clube restrito. A Petrobras, estatal de petróleo e gás, já ultrapassou os US$ 100 bilhões em momentos de alta do barril. A Vale, gigante da mineração, atingiu o marco com a demanda chinesa por minério de ferro. O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, alcançou o valuation com consistência em lucros e eficiência operacional.
Segundo o IBGE, o total de empresas ativas no Brasil em 2025 foi de 213.421.037. Desse universo, apenas três na B3 chegaram a US$ 100 bilhões. É uma proporção ínfima, que mostra o quão excepcional é esse patamar.
Como o valuation de US$ 100 bilhões é calculado
O valuation de uma empresa na B3 é o produto do preço da ação pelo número total de ações. Para entrar no clube dos US$ 100 bilhões, o valor de mercado em reais é convertido para dólar pela cotação do câmbio do dia. Isso significa que uma alta do dólar pode empurrar uma empresa para dentro do clube mesmo sem alta no preço da ação.
Por outro lado, uma valorização do real pode tirar a empresa do clube, mesmo com o preço da ação estável. Quem investe nesse patamar precisa monitorar tanto o desempenho da companhia quanto o câmbio.
Por que apenas três empresas desde 2020?
Desde 2020, o cenário econômico brasileiro foi marcado por volatilidade cambial, juros altos e incertezas fiscais. O Ibovespa, principal índice da B3, oscilou, mas poucas empresas conseguiram sustentar um valuation tão elevado em dólar.
A Petrobras se beneficiou do choque do petróleo pós-pandemia. A Vale, da demanda chinesa por commodities. O Itaú Unibanco, da concentração bancária e da eficiência em um mercado de crédito restrito. Nenhuma outra empresa, como Ambev, Weg ou Magazine Luiza, conseguiu entrar no clube desde então.
Riscos de investir em empresas do clube dos US$ 100 bilhões
Investir em empresas com valuation de US$ 100 bilhões não é garantia de retorno. O risco principal é a dependência de fatores externos: câmbio, preço de commodities e cenário macroeconômico. Uma desaceleração global pode derrubar o valuation rapidamente.
Além disso, empresas grandes tendem a crescer menos que as pequenas. O upside é limitado. Quem busca valorização agressiva pode encontrar mais oportunidades em empresas de menor capitalização.
Como a composição do clube mudou ao longo do tempo
Em 2020, a pandemia derrubou valuations globalmente. A Petrobras e a Vale chegaram a valer menos de US$ 50 bilhões. Foi a partir de 2021 que ambas se recuperaram. O Itaú manteve-se mais estável.
Segundo o IBGE, o total de empresas ativas no Brasil em 2020 foi de 211.755.692. Em 2021, subiu para 213.317.639. Apesar do aumento no número de empresas, o clube dos US$ 100 bilhões continuou com os mesmos três membros.
O que esperar para 2026?
Para 2026, a entrada de novas empresas no clube depende de fatores como a queda da taxa Selic, a valorização do real e o crescimento de setores como tecnologia e energia renovável. Empresas como Weg, Raízen e BTG Pactual são candidatas potenciais, mas nenhuma delas está perto do patamar atualmente.
Eu recomendo que o investidor acompanhe os balanços trimestrais e a cotação do dólar. O clube dos US$ 100 bilhões é um marco, mas não deve ser o único critério de investimento.
Perguntas Frequentes
Quantas empresas brasileiras já valeram US$ 100 bilhões?
Apenas três desde 2020: Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. Nenhuma outra companhia da B3 atingiu esse patamar no período.
Qual a empresa mais valiosa da B3 atualmente?
A Petrobras, Vale e Itaú Unibanco alternam a liderança dependendo da cotação do dólar e do preço das ações. Não há uma posição fixa.
É seguro investir em empresas desse clube?
Investir em empresas de grande capitalização reduz o risco de falência, mas não elimina a volatilidade. O retorno pode ser menor que o de empresas menores.
Como o câmbio afeta o valuation em dólar?
O valuation em dólar é o valor de mercado em reais dividido pela cotação do dólar. Se o real se desvaloriza, o valuation em dólar sobe, mesmo sem alta na ação.
Posso investir nessas empresas por meio de ETFs?
Sim, ETFs como o BOVA11 e o IVVB11 têm exposição a essas empresas. Mas o peso de cada uma varia conforme o índice.
O que fazer se a empresa sair do clube?
Se a empresa sair do clube, avalie os motivos: se for por queda no lucro ou por valorização do real, o impacto no investimento pode ser diferente. Consulte um contador ou analista.