Wall Street tem tom misto de olho em Oriente Médio e à espera de Fed
Wall Street fechou sem direção única nesta terça-feira, 28 de julho de 2026, em meio a balanços corporativos, queda do petróleo pelo terceiro dia consecutivo e otimismo com negociações de paz no Oriente Médio. O mercado aguarda a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros, que deve manter a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Índices mistos em dia de volatilidade
Os índices de Wall Street tiveram mais uma sessão volátil e encerraram o pregão sem direção única. O movimento refletiu a reação a balanços corporativos, a queda dos preços do petróleo pelo terceiro dia consecutivo e o otimismo de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz.
O 'sell-off' em ações de semicondutores continuou a pressionar o índice Nasdaq, em meio à espera dos balanços das big techs e temores concentrados nos investimentos massivos em infraestrutura de inteligência artificial (IA).
Oriente Médio e petróleo no radar
A trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã e o avanço nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz entre Teerã, Omã e Arábia Saudita foram ofuscados pela expectativa pela decisão sobre os juros norte-americanos.
A queda do petróleo pelo terceiro dia consecutivo trouxe alívio a alguns setores, mas a incerteza geopolítica ainda pesa sobre os mercados.
Fed: expectativa de juros estáveis
Amanhã (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) deve manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.
Desta vez, porém, o mercado espera uma decisão não-unânime - diferente da última decisão e primeira de Kevin Warsh no comando. Os investidores também já esperam sinalizações de novos aumentos nas taxas a partir da decisão seguinte, em setembro.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 70,6% de chance de juros inalterados pelo Fed nesta terça-feira. Já para a decisão de setembro, a aposta majoritária segue de ajuste para cima (76,9%).
Para o ING, a aversão do presidente do Fed, Kevin Warsh, ao forward guidance aumenta a percepção dos mercados de risco de surpresas no dia da reunião.
Balanços corporativos no foco
Os balanços corporativos também ficam no radar: Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam os resultados do segundo trimestre ao longo da semana. O desempenho dessas empresas pode ditar o rumo dos índices nos próximos dias.
O que esperar dos mercados
Com a decisão do Fed amanhã e os balanços das big techs, a volatilidade deve continuar. A trégua no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz são fatores de alívio, mas a política monetária dos EUA segue como principal motor dos mercados.
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Perguntas Frequentes
O que é o FedWatch?
O FedWatch é uma ferramenta do CME Group que monitora as probabilidades de mudanças nas taxas de juros do Fed com base nos preços dos contratos futuros.
O que é o forward guidance?
Forward guidance é a comunicação do banco central sobre suas futuras intenções de política monetária, ajudando os mercados a se prepararem para mudanças.
Por que o petróleo caiu?
A queda do petróleo pelo terceiro dia consecutivo reflete o otimismo com as negociações de paz no Oriente Médio e a possível reabertura do Estreito de Ormuz.
O que significa uma decisão não-unânime do Fomc?
Uma decisão não-unânime indica que nem todos os membros do comitê votaram a favor da manutenção dos juros, o que pode sinalizar divergências internas sobre a política monetária.
Quando saem os balanços das big techs?
Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam os resultados do segundo trimestre ao longo da semana.
O que é o Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica para o transporte de petróleo, localizada entre o Irã, Omã e a Arábia Saudita. Sua reabertura reduz riscos de interrupção no fornecimento global.