Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho
O dólar à vista fechou a sexta-feira (31) em leve alta de 0,13%, vendido a R$ 5,069. No mês, a divisa acumulou queda de 1,82%. No ano, recua 7,73%. O movimento reflete a busca por proteção diante das tensões no Oriente Médio e o fortalecimento da moeda estadunidense no exterior.
O pregão foi marcado por um atraso de mais de 2 horas na abertura dos mercados da B3 devido a um problema técnico. A ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético, segundo a bolsa. O problema não teve impacto relevante na trajetória dos ativos ao longo da sessão.
Por que o dólar subiu na sexta-feira?
A cotação acompanhou a valorização da moeda estadunidense no mercado internacional, num ambiente de maior aversão ao risco. Os investidores voltaram a buscar ativos considerados mais seguros diante da piora das tensões no Oriente Médio, depois de novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã e da continuidade dos impasses envolvendo a Faixa de Gaza.
Outro fator que deu sustentação ao dólar foi a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, após dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) defenderem o voto favorável a uma elevação dos juros na reunião realizada nesta semana.
O movimento ocorreu após o fim da disputa pela formação da Ptax, taxa de fim de mês usada para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 31/07/2026 foi R$ 5,0773.
Dólar acumula queda de 1,82% em julho
Apesar da alta desta sexta-feira, o dólar caiu 1,82% no mês. Este ano, a divisa recua 7,73%. Entre os fatores que favoreceram o real ao longo do mês estão o fluxo positivo para a bolsa brasileira e a queda da moeda estadunidense em relação a outras divisas.
O movimento de julho contrasta com a alta registrada em junho, quando o dólar subiu 3,4%. A diferença mostra como o câmbio segue sensível a fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos e o preço das commodities.
Ibovespa fecha em alta e atinge maior patamar desde maio
Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos. O indicador atingiu o maior fechamento desde 14 de maio. Mesmo com o problema operacional na B3 durante a manhã, o mercado recuperou o ritmo ao longo da tarde e fechou no campo positivo. No mês, o índice acumulou ganho de quase 3,5%.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários avançaram após resultados corporativos e indicadores econômicos reforçarem o apetite por ativos de risco.
Petróleo dispara em julho
O petróleo voltou a subir nesta sexta-feira e encerrou julho com a maior valorização mensal desde março. O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 87,93, alta de 1,21%. O WTI, do Texas, avançou 1,29%, para US$ 84,67.
No acumulado do mês, os ganhos foram expressivos. O Brent subiu 23,5%, e o WTI avançou 21,8%. A alta foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Durante o dia, autoridades iranianas afirmaram ter interceptado navios-tanque no Estreito de Ormuz e realizado novos ataques contra instalações militares americanas na região. Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos voltou a endurecer o discurso em relação ao Irã.
O mercado também acompanhou relatos sobre possíveis restrições às operações de transporte de petróleo na região e aguardou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este fim de semana, quando o grupo deve discutir os próximos níveis de produção da commodity.
Análise: o que esperar do câmbio e dos ativos?
A combinação de tensão geopolítica no Oriente Médio, política monetária restritiva nos Estados Unidos e alta do petróleo cria um cenário de volatilidade para o câmbio. A queda de 1,82% em julho mostra que o real se beneficiou de um fluxo positivo, mas a moeda segue exposta a choques externos.
Quem acompanha o mercado de câmbio sabe que a Ptax de fim de mês pode distorcer leituras de curto prazo. O dólar PTAX de venda em 30/07/2026 foi R$ 5,0739, praticamente estável em relação ao fechamento de 29/07/2026, quando ficou em R$ 5,1217.
Para investidores, a recomendação é cautela. Câmbio é um ativo de proteção, não de aposta. Volatilidade é a regra, não a exceção. como proteger seu patrimônio da volatilidade do câmbio
Perguntas Frequentes
O dólar subiu ou caiu em julho?
O dólar caiu 1,82% em julho, apesar da alta de 0,13% na sexta-feira (31). No ano, a divisa recua 7,73%.
Qual foi a cotação do dólar na sexta-feira?
O dólar à vista fechou vendido a R$ 5,069, alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior. O dólar PTAX de venda foi R$ 5,0773.
O que explica a alta do petróleo?
O petróleo subiu mais de 20% em julho, impulsionado pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O Brent subiu 23,5% e o WTI avançou 21,8% no mês.
O que aconteceu com a B3 na sexta-feira?
A B3 registrou um problema técnico que atrasou a abertura dos mercados em mais de 2 horas. A ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético.
O Ibovespa subiu em julho?
Sim, o Ibovespa acumulou ganho de quase 3,5% em julho. Na sexta-feira, fechou em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, maior nível desde 14 de maio.