Vendas no varejo crescem 0,1% de abril para maio, diz IBGE
O IBGE divulgou nesta quinta-feira (25) que as vendas no varejo no Brasil cresceram 0,1% de abril para maio de 2026. O resultado, embora positivo, representa uma forte desaceleração comparada aos meses anteriores e acende um alerta sobre o ritmo do consumo no país.
Segundo o IBGE, as vendas no varejo no Brasil cresceram 0,1% de abril para maio de 2026. O resultado representa uma desaceleração em relação aos meses anteriores. Os setores de hipermercados e farmácias contribuíram positivamente, enquanto outros segmentos, como móveis e eletrodomésticos, tiveram queda.
O que diz o IBGE sobre o varejo em maio
De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, o crescimento de 0,1% veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,3%. Em abril, o avanço havia sido de 1,2%. A desaceleração reflete um consumidor mais cauteloso e o impacto dos juros ainda elevados.
O instituto destaca que, na comparação com maio de 2025, as vendas acumulam alta de 3,8%. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,1%.
Setores que puxaram o resultado
Entre os oito segmentos pesquisados pelo IBGE, cinco tiveram alta em maio. Os destaques positivos foram:
- Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: alta de 0,5%. Esse setor representa o maior peso no índice.
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: crescimento de 0,8%.
- Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: avanço de 1,1%.
Setores que caíram
Por outro lado, três segmentos tiveram queda no mês:
- Móveis e eletrodomésticos: recuo de 0,3%. O crédito mais caro e a inadimplência alta explicam parte do resultado.
- Tecidos, vestuário e calçados: queda de 0,2%.
- Combustíveis e lubrificantes: recuo de 0,1%.
O que explica a desaceleração?
Na minha avaliação, o dado de maio confirma que o consumo perdeu fôlego. A taxa Selic em 9,75% ao ano encarece o crédito e inibe compras de maior valor, como móveis e eletrodomésticos. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses, de 4,2% em maio, corrói o poder de compra das famílias.
Outro fator é o endividamento: cerca de 30% das famílias brasileiras têm dívidas em atraso, segundo dados da CNC. Isso reduz a margem para novos gastos.
Perspectivas para os próximos meses
O mercado espera que as vendas no varejo desacelerem ainda mais no segundo semestre. projeções econômicas para 2026 A combinação de juros altos, inflação persistente e incerteza fiscal deve manter o consumidor cauteloso.
Para quem investe no setor, o cenário exige atenção. Varejistas de bens essenciais, como supermercados e farmácias, tendem a se sair melhor, enquanto os de bens duráveis podem sofrer mais.
Perguntas Frequentes
O que significa o crescimento de 0,1% nas vendas do varejo?
Significa que o volume de vendas do comércio varejista brasileiro aumentou 0,1% em maio comparado a abril, uma desaceleração significativa.
Quais setores puxaram o crescimento?
Hipermercados, farmácias e equipamentos de escritório e informática tiveram as maiores altas.
Quais setores caíram em maio?
Móveis e eletrodomésticos, vestuário e combustíveis registraram queda.
O que esperar para o varejo nos próximos meses?
A tendência é de desaceleração, com juros altos e inflação limitando o consumo. Bens essenciais devem se manter mais resilientes.
Onde encontrar os dados completos do IBGE?
No site oficial do IBGE, na seção da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).