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Santander (SANB11): CFO vê piora macro e explica impacto em dividendos

ResumoO Santander (SANB11) registrou lucro de R$ 3 bilhões no terceiro trimestre, o pior resultado desde 2023. O CFO Carlos Muñiz atribuiu a queda à piora macroeconômica e à reestruturação de carteiras. Apesar do cenário, o banco afirmou que não há planos de alterar a distribuição de dividendos.

O Santander (SANB11) registrou lucro de R$ 3 bilhões no trimestre, pior resultado desde 2023. O CFO Carlos Muñiz atribui a queda à cautela macro e à reestruturação de carteiras, mas afirma que não há plano de alterar a distribuição de dividendos.

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Santander (SANB11): CFO vê piora macro e explica impacto em dividendos
Foto: Viva Capital · Santander (SANB11): CFO vê piora macro e explica impacto em dividendos · 29 jul 2026

Santander (SANB11) lucra R$ 3 bi, pior resultado desde 2023; CFO vê piora macro

O CFO do Santander (SANB11), Carlos Muñiz, afirmou que não há plano de alterar a distribuição de dividendos, mesmo com o pior resultado trimestral desde 2023. O banco lucrou R$ 3 bilhões, cifra abaixo do consenso do mercado, e os papéis caíram 6% na bolsa. Muñiz atribui o desempenho à cautela com o cenário macroeconômico, com juros na casa dos 14%.

Por que o resultado caiu?

As provisões do banco dispararam 20% ante o primeiro trimestre e 11% na comparação anual. A estratégia do Santander é "aparar as arestas" de carteiras antigas, especialmente as de maior risco. "Prefiro jogar um pouco mais seguro, mesmo que isso esteja custando no curto prazo", disse Muñiz.

O banco tem sacrificado produtos mais rentáveis, como créditos rotativos, e focado em linhas com garantias. A diretora de RI, Camila Stolf Toledo, explicou que a mudança no perfil dos clientes é o que mais pressiona os resultados.

Perfil de clientes muda

Na pessoa física, o Santander registrou crescimento de 8% no ano no perfil Select, enquanto a carteira de baixa renda caiu 8% no período. A baixa renda ainda representa aproximadamente 40% do portfólio, mas a expectativa é que "ao longo do tempo, isso vai sendo diluído", segundo Toledo.

Impacto nos dividendos

A política atual do banco é distribuir 50% do lucro, com média de R$ 2 bilhões por trimestre em JCP. Questionado se a queda dos números poderia afetar a distribuição, Muñiz respondeu que não há plano de alterar essa parcela. Toledo lembrou que houve períodos em que o payout ficou um pouco acima ou abaixo desse número, mas que "é uma referência de longo prazo".

Projeções para o ROE

O CFO afirmou que o banco buscará melhorar o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) por meio de maior geração de receitas não relacionadas ao crédito, redução de custos e normalização das provisões para devedores duvidosos (PDD). A matriz espanhola espera que o Santander supere ROE de 20% até 2028.

"Quero um banco mais 'chato', mais previsível, que não traga surpresas positivas, mas que também não traga surpresas negativas", disse Muñiz.

Cenário macro pressiona até o 4º trimestre

Segundo o CFO, ao incorporar uma deterioração nas perspectivas macroeconômicas em meio às altas taxas de juros no Brasil, haveria impacto até o quarto trimestre. A intenção do banco é continuar ajustando carteiras de maior risco.

Perguntas Frequentes

O Santander vai cortar dividendos?

Não. O CFO Carlos Muñiz afirmou que não há plano de alterar a política de distribuição de 50% do lucro.

Qual foi o lucro do Santander no trimestre?

O banco lucrou R$ 3 bilhões, o pior resultado desde 2023.

Por que as ações caíram 6%?

A reação do mercado foi imediata após o resultado abaixo do consenso, com os papéis despencando 6% na bolsa.

O que o banco está fazendo para melhorar?

O Santander está mudando o mix de clientes, focando em perfis de menor risco, e espera colher benefícios ao longo do tempo.

Qual a meta de ROE do Santander?

A matriz espanhola espera que o banco supere ROE de 20% até 2028.

“O Santander (SANB11) registrou lucro de R$ 3 bilhões no trimestre, pior resultado desde 2023. O CFO Carlos Muñiz atribui a queda à cautela macro e à reestruturação de carteiras, mas afirma que não há…”
Larissa Monteiro · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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