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Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE, menor taxa do ano

ResumoO IPCA-15, prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE, registrou 0,06% em julho, a menor taxa de 2026. O grupo habitação subiu 0,97%, impulsionado pela energia elétrica. Alimentação e bebidas apresentaram deflação de 0,66%, influenciada pela queda nos preços de tomate e batata.

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,06% em julho, menor taxa de 2026, segundo o IBGE. O grupo habitação subiu 0,97% com alta na energia elétrica, enquanto alimentação registrou deflação de 0,66%, puxada por tomate e batata.

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Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE, menor taxa do ano
Foto: Viva Capital · Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE, menor taxa do ano · 28 jul 2026

A prévia da inflação oficial desacelerou e ficou em 0,06% em julho, a menor taxa de 2026, segundo o IBGE. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou abaixo dos 0,41% registrados em junho e dos 0,33% de julho de 2025. O dado foi divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE, e o resultado reflete uma forte desaceleração em relação aos meses anteriores. Em junho, o IPCA cheio havia registrado variação de 0,16% (Banco Central do Brasil, 2026-06-01), e em maio ficou em 0,58% (Banco Central do Brasil, 2026-05-01). A trajetória de queda começou em abril, quando o IPCA foi de 0,67% (Banco Central do Brasil, 2026-04-01), e se acentuou em março, com 0,88% (Banco Central do Brasil, 2026-03-01).

O que é o IPCA-15 e por que ele importa

O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial, calculada pelo IBGE com base na coleta de preços entre 17 de junho e 15 de julho. Ele antecipa a tendência do IPCA fechado do mês e serve de referência para o Banco Central na definição da taxa básica de juros, a Selic. Com o resultado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses.

Habitação puxa a inflação com alta de energia

O principal responsável pela inflação na prévia de julho foi o grupo de despesas habitação, que subiu 0,97% no período. A alta foi puxada pelo aumento de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% na tarifa de água e esgoto. Para quem paga essas contas todo mês, o impacto no orçamento é direto, especialmente no verão, quando o consumo de energia tende a subir.

Alimentação cai e alivia o bolso

O grupo alimentação registrou deflação de 0,66% em julho, ajudando a conter a inflação geral. A alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata, com destaque para quedas expressivas em itens como tomate (-19,95%), batata-inglesa (-10,03%) e café moído (-3,13%). Esses produtos costumam pesar no carrinho de compras das famílias, e a queda é um alívio momentâneo. Por outro lado, comer fora de casa ficou 0,55% mais caro, o que pode indicar pressão de custos em restaurantes e bares.

Quatro grupos têm inflação; três registram deflação

Entre os demais grupos analisados pelo IPCA-15, quatro tiveram alta de preços: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Três grupos apresentaram deflação: vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%). A queda em vestuário pode estar ligada a promoções de meio de ano, enquanto a deflação em comunicação reflete reduções em planos de telefonia e internet.

Comparação com meses anteriores

Para entender a magnitude da desaceleração, vale olhar a trajetória do IPCA cheio nos meses anteriores. Em fevereiro, a inflação foi de 0,70% (Banco Central do Brasil, 2026-02-01); em janeiro, 0,33% (Banco Central do Brasil, 2026-01-01). A queda para 0,06% em julho, mesmo que na prévia, sinaliza que as pressões inflacionárias estão perdendo força no curto prazo, especialmente nos alimentos.

O que esperar dos próximos meses

Com a prévia da inflação oficial em 0,06% em julho, o mercado acompanha se a desaceleração se manterá nos próximos meses. O comportamento da energia elétrica e dos alimentos será determinante. Se a habitação continuar pressionada, especialmente no fim do ano com bandeiras tarifárias, a inflação pode acelerar. Já a deflação em alimentos, se persistir, ajuda a segurar o IPCA. O dado completo de julho, com o IPCA fechado, sai em agosto.

Perguntas Frequentes

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é a prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE, com coleta de preços entre 17 de junho e 15 de julho. Ele antecipa a tendência do IPCA fechado do mês.

Qual foi a inflação em julho de 2026?

O IPCA-15 de julho ficou em 0,06%, a menor taxa de 2026, segundo o IBGE.

Por que a inflação caiu em julho?

A queda foi puxada pela deflação de 0,66% no grupo alimentação, com destaque para tomate, batata e café. O grupo habitação subiu, mas não compensou a queda dos alimentos.

O que mais subiu de preço em julho?

O grupo habitação teve a maior alta, com 0,97%, puxado por energia elétrica (3,03%) e água e esgoto (0,26%).

O que significa deflação?

Deflação é a queda generalizada dos preços. Em julho, os grupos vestuário, educação e comunicação registraram deflação.

IPCA acumulado em 12 meses impacto da energia elétrica na inflação previsão do IPCA para 2026

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Larissa Monteiro · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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