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Omã propõe gestão conjunta do Estreito de Ormuz com taxas voluntárias ao Irã

ResumoOmã propôs ao Irã um mecanismo regional conjunto para gestão do Estreito de Ormuz, incluindo taxas voluntárias. A proposta, apresentada a autoridades iranianas em Teerã, conta com apoio regional e visa garantir segurança na passagem marítima estratégica.

Omã propôs ao Irã um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias, segundo fonte do Golfo Pérsico. A proposta, que conta com apoio regional, foi apresentada a autoridades iranianas no fim de semana em Teerã.

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Omã propõe gestão conjunta do Estreito de Ormuz com taxas voluntárias ao Irã
Foto: Viva Capital · Omã propõe gestão conjunta do Estreito de Ormuz com taxas voluntárias ao Irã · 28 jul 2026

Omã apresentou ao Irã uma proposta para a criação de um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias, informou uma fonte do Golfo Pérsico à Reuters nesta terça-feira. A proposta, que conta com apoio regional, foi apresentada a autoridades iranianas no fim de semana em Teerã. De acordo com a fonte, o Irã não exerceria o controle exclusivo dessa via navegável vital.

A base no Estreito de Malaca

A proposta de Omã se baseia no Estreito de Malaca, que liga os oceanos Índico e Pacífico e é administrado em conjunto pelos países que fazem fronteira com ele: Indonésia, Malásia e Cingapura. Esse modelo de gestão compartilhada serviu de inspiração para a ideia apresentada a Teerã.

Como funcionariam as taxas voluntárias

De acordo com a proposta, aqueles que utilizam o Estreito de Ormuz contribuiriam voluntariamente para um fundo que financiaria os custos de gestão da navegação, proteção ambiental e busca e resgate, entre outros serviços. A ideia é que o mecanismo seja autossustentável e evite a imposição de taxas obrigatórias.

O impasse nas negociações

A gestão do Estreito de Ormuz tornou-se o principal obstáculo nas negociações para pôr fim à guerra e um ponto de tensão que leva a repetidos retornos ao conflito. Antes da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, o estreito transportava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globais.

O Irã afirmou que o estreito não pode voltar à situação pré-guerra, em que a navegação fluía livremente, enquanto os países do Golfo Pérsico insistem que não haja pagamento obrigatório de taxas ao Irã. Essa divergência central mantém as negociações em um impasse.

O papel diplomático de Omã e Arábia Saudita

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, discutiu a questão do Estreito de Ormuz com seus homólogos de Omã e da Arábia Saudita na segunda-feira. Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Araqchi "enfatizou a necessidade de fortalecer a cooperação e avançar nos esforços diplomáticos conjuntos para estabelecer a estabilidade na região e eliminar a insegurança imposta ao Estreito de Ormuz devido às ações agressivas dos Estados Unidos".

A posição dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que os Estados Unidos estão tendo "boas conversas" com o Irã e que há uma chance de um acordo, mas alertou que os ataques norte-americanos seriam retomados caso as negociações não deem resultado. A fala de Trump ocorre em meio ao aumento das tensões na região.

Perguntas Frequentes

O que Omã propôs ao Irã?

Omã propôs a criação de um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias, em vez do controle exclusivo iraniano.

Qual é a base da proposta de Omã?

A proposta se baseia no Estreito de Malaca, que é administrado em conjunto por Indonésia, Malásia e Cingapura.

Como funcionariam as taxas voluntárias?

Os usuários do estreito contribuiriam voluntariamente para um fundo que financiaria gestão da navegação, proteção ambiental e busca e resgate.

Qual é o principal impasse nas negociações?

O Irã quer que o estreito não volte à situação pré-guerra, enquanto os países do Golfo Pérsico rejeitam taxas obrigatórias ao Irã.

O que disse o ministro das Relações Exteriores do Irã?

Abbas Araqchi enfatizou a necessidade de cooperação e esforços diplomáticos para eliminar a insegurança no estreito, atribuída às ações dos Estados Unidos.

Qual é a posição dos Estados Unidos?

Donald Trump afirmou que há "boas conversas" com o Irã, mas alertou que ataques seriam retomados se as negociações fracassarem.

“Omã propôs ao Irã um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias, segundo fonte do Golfo Pérsico. A proposta, que conta com apoio regional, foi apresentada a…”
Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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