A Motiva (MOTV3), antiga CCR, reportou um segundo trimestre de 2026 marcado pela contribuição das novas concessões rodoviárias, com crescimento de dois dígitos na receita, no Ebitda e no lucro líquido ajustado. Entre abril e junho, a companhia registrou receita líquida ajustada de R$ 3,63 bilhões, alta de 20,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O EBITDA ajustado somou R$ 2,37 bilhões, avanço de 30,1%, enquanto o lucro líquido ajustado alcançou R$ 663 milhões, crescimento de 67%. A margem EBITDA ajustada passou de 60,6% para 65,3%.
O que impulsionou o lucro recorde da Motiva no 2T26?
Segundo a empresa, os resultados refletem principalmente o início da operação da concessão Minas_SP (Fernão Dias), a maturação das concessões Paraná, Pantanal e Sorocabana, além dos reajustes tarifários e da otimização do portfólio. As novas concessões contribuíram com R$ 370 milhões para o EBITDA do trimestre.
Desempenho operacional das rodovias
Nas rodovias, a receita líquida sem construção cresceu 26,9%, para R$ 2,54 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 29,5%, para R$ 2,0 bilhões. A margem EBITDA subiu para 78,7%. O tráfego comparável aumentou 3,8% no trimestre, impulsionado principalmente pelo desempenho da RioSP, pelo início da operação da Minas_SP e pela evolução das concessões Sorocabana e Paraná. No consolidado, considerando todos os ativos, o volume de veículos equivalentes cresceu 43,6%, refletindo a incorporação das novas concessões. A receita de pedágio avançou 26,7%, beneficiada pelo aumento do tráfego, reajustes tarifários, novos pórticos de pedágio eletrônico (free flow) na RioSP e pela entrada em operação da Minas_SP.
Resultados da divisão de trilhos
Na divisão de trilhos, a companhia transportou 192,3 milhões de passageiros no trimestre, alta de 1,8% em relação ao 2T25. A receita líquida sem construção cresceu 9,4%, para R$ 1,1 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado avançou 19,6%, para R$ 696 milhões, elevando a margem EBITDA de 58,1% para 63,5%. O desempenho foi favorecido pelo aumento do fluxo de passageiros nas linhas paulistas e pelos reajustes tarifários.
Endividamento e alavancagem: o que mudou?
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 803 milhões, piora de 11,1% na comparação anual, refletindo principalmente maiores despesas com juros e variações monetárias, parcialmente compensadas pelo aumento dos rendimentos sobre aplicações financeiras. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,6 vezes para 3,7 vezes. Segundo a companhia, o aumento decorre do maior endividamento para aquisição de novos ativos, cuja contribuição para o EBITDA ainda não foi integralmente capturada. O Capex somou R$ 1,83 bilhão no trimestre, alta de 13,2%, concentrado principalmente nas concessões RioSP, Pantanal, ViaSul e Paraná.
Perguntas Frequentes
O que é a Motiva (MOTV3)?
A Motiva é a antiga CCR, uma concessionária de infraestrutura que opera rodovias e sistemas de transporte sobre trilhos.
Quanto a Motiva lucrou no 2T26?
O lucro líquido ajustado foi de R$ 663 milhões, alta de 67% em relação ao 2T25.
O que impulsionou o crescimento do lucro?
O início da concessão Minas_SP, a maturação das concessões Paraná, Pantanal e Sorocabana, reajustes tarifários e otimização do portfólio.
A alavancagem aumentou?
Sim, a relação dívida líquida/EBITDA passou de 3,6x para 3,7x, devido ao endividamento para aquisição de novos ativos.
Quanto a Motiva investiu no trimestre?
O Capex somou R$ 1,83 bilhão, alta de 13,2%, concentrado nas concessões RioSP, Pantanal, ViaSul e Paraná.