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Irã rejeita proposta de Omã para administrar Estreito de Ormuz

ResumoIrã rejeitou a proposta de Omã para administração conjunta regional do Estreito de Ormuz. A recusa frustrou esperanças de solução para o impasse que obstrui o comércio do Golfo há meses. A gestão do estreito permanece sob controle iraniano, sem acordo multilateral para garantir a livre navegação na região.

O Irã rejeitou a proposta de Omã para uma gestão conjunta regional do Estreito de Ormuz, frustrando esperanças de solução para o impasse que obstrui o comércio do Golfo há meses.

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Irã rejeita proposta de Omã para administrar Estreito de Ormuz
Foto: Viva Capital · Irã rejeita proposta de Omã para administrar Estreito de Ormuz · 29 jul 2026

Irã rejeita proposta de Omã para administrar Estreito de Ormuz

O Irã rejeitou a proposta de Omã para administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz, informou uma alta autoridade iraniana à Reuters nesta quarta-feira. A decisão frustra as esperanças de uma solução para o impasse que vem obstruindo o comércio do Golfo há meses.

Omã propôs um novo acordo regional com o objetivo de resolver o conflito em torno do estreito, pelo qual circulava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes de os EUA e Israel atacarem o Irã em fevereiro. No entanto, Teerã descartou a proposta, afirmando que a medida não tinha chances de ser bem-sucedida.

Por que o Irã rejeitou a gestão conjunta do Estreito de Ormuz?

A autoridade iraniana afirmou que os EUA e a Arábia Saudita estão tentando pressionar Omã para levar adiante seus "planos irrealistas" em relação ao estreito estratégico. O Irã insistiu que toda a rota de entrada pelo estreito e parte da rota de saída devem estar sob controle iraniano. Um acordo de controle conjunto com Omã não atenderia aos interesses do Irã, embora Teerã considere Omã um vizinho valioso.

Impacto no comércio global de petróleo

A Guarda Revolucionária Iraniana informou na quarta-feira que suas forças atacaram três petroleiros no estreito e os forçaram a parar depois que eles ignoraram avisos por seguirem uma "rota insegura e ilegal". A Marinha da Guarda declarou que continuava mantendo controle total sobre a via navegável estratégica e advertiu que a "interferência militar ilegal dos EUA" não ficaria sem resposta. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a versão da Guarda Revolucionária.

Os preços do petróleo subiam mais de US$ 3 por barril na quarta-feira, à medida que os ataques se intensificaram mais uma vez.

Contexto dos ataques e tensões regionais

Os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque na quarta-feira, alegando que eles eram responsáveis por ataques com drones a instalações petrolíferas sauditas. O Irã alertou que culpá-lo por tais ataques seria um "grande erro de cálculo".

As Forças Armadas da Jordânia informaram que suas defesas aéreas interceptaram e abateram cinco mísseis iranianos que tinham como alvo o reino na quarta-feira. Os ataques recíprocos dos últimos dias puseram fim a uma breve pausa nos combates.

A proposta de Omã para o estreito

Em um esforço para resolver o conflito, Omã apresentou ao Irã um plano apoiado pelos países do Golfo para administrar a via navegável, que incluiria a cobrança de taxas voluntárias dos navios, informaram à Reuters uma fonte do Golfo e um diplomata ocidental. De acordo com a proposta, o Irã não exerceria controle exclusivo. O sistema seria análogo ao em vigor no Estreito de Malaca, na Ásia.

O Irã fechou efetivamente o estreito depois que os EUA e Israel atacaram o país em 28 de fevereiro. Um acordo firmado no mês passado entre os EUA e o Irã reabriu parcialmente o estreito, mas fracassou no início de julho, depois que o Irã disparou contra embarcações que utilizavam um canal de navegação que o país não reconhece.

Perguntas Frequentes

O que motivou a rejeição do Irã à proposta de Omã?

O Irã considerou a proposta "irrealista" e insistiu que toda a rota de entrada e parte da rota de saída do estreito devem estar sob controle iraniano.

Qual o impacto da rejeição no comércio global?

Os preços do petróleo subiram mais de US$ 3 por barril na quarta-feira, enquanto a Guarda Revolucionária atacou três petroleiros no estreito.

Como funciona o sistema proposto por Omã?

Omã propôs um sistema análogo ao do Estreito de Malaca, com taxas voluntárias de navios para financiar navegação e proteção ambiental.

O que mudou com os ataques recentes?

Os ataques recíprocos entre EUA, Arábia Saudita e Irã puseram fim a uma breve pausa nos combates, elevando as tensões na região.

Qual a posição da Arábia Saudita no conflito?

A Arábia Saudita atacou locais no Iraque usados pelo Irã para comandar ataques com drones, segundo o Comando Central dos EUA.

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“O Irã rejeitou a proposta de Omã para uma gestão conjunta regional do Estreito de Ormuz, frustrando esperanças de solução para o impasse que obstrui o comércio do Golfo há meses.”
Henrique Salomão · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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