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IPCA-15 muda o jogo: economistas voltam a prever corte da Selic e reduzem projeção para inflação

ResumoO IPCA-15 de julho, ao registrar desaceleração, levou economistas do ASA a revisar projeções macroeconômicas. A prévia da inflação fez o mercado retomar a previsão de corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, com a taxa básica encerrando 2026 em 14%. A projeção para o IPCA cheio de 2026 caiu de 5,5% para 5,0%.

A prévia da inflação de julho mostrou desaceleração e fez o ASA revisar o cenário macroeconômico. Economistas voltam a prever corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, encerrando o ano a 14%. A projeção para o IPCA cheio de 2026 caiu de 5,5% para 5,0%.

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IPCA-15 muda o jogo: economistas voltam a prever corte da Selic e reduzem projeção para inflação
Foto: Viva Capital · IPCA-15 muda o jogo: economistas voltam a prever corte da Selic e reduzem projeção para inflação · 28 jul 2026

IPCA-15 muda o jogo: economistas voltam a prever corte da Selic e reduzem projeção para inflação

Após a prévia da inflação de julho mostrar uma desaceleração em relação ao mês anterior, o ASA revisou seu cenário macroeconômico levando em consideração a melhor composição do IPCA-15 divulgado nesta manhã. O IPCA-15 de julho desacelerou em relação ao mês anterior, levando o ASA a revisar seu cenário macroeconômico. A equipe agora prevê um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, contrariando a projeção anterior. Com isso, a taxa deve encerrar 2026 a 14%, sendo esta a última reunião do ciclo de cortes iniciado em março.

Por que o IPCA-15 mudou as expectativas para a Selic

A prévia da inflação de julho mostrou uma composição mais favorável, com destaque para a desaceleração em relação ao mês anterior. Para a equipe do ASA, a próxima reunião do Copom deve contar com mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, ao contrário do que a projeção da casa apontava até então. Com isso, a taxa Selic deve finalizar o ano aos 14%, sendo a próxima reunião a última do ciclo de cortes iniciado em março.

Segundo o Banco Central, a Selic meta estava em 14,25% no início de agosto de 2026. O corte de 0,25 pp levaria a taxa para 14%, patamar que o ASA projeta para o fim do ano.

O que está por trás da desaceleração da inflação

"Nos últimos meses, observamos deflação de alimentos favorecida pela sazonalidade, devolução de parte do choque provocado pela alta do petróleo sobre os combustíveis e uma acomodação gradual dos núcleos de serviços (ainda elevados, mas com trajetória benigna no curto prazo)", explicam os economistas do ASA.

A combinação de fatores sazonais e choques pontuais ajudou a aliviar a pressão inflacionária no curto prazo. O IPCA de junho registrou variação de 0,16%, bem abaixo dos 0,58% de maio e dos 0,67% de abril, segundo dados do Banco Central.

As projeções revisadas para inflação e PIB

Além dos juros, o ASA também ajustou a projeção para a inflação cheia de julho, saindo de 0,12% para 0,02%. Para o fim de 2026, a projeção também foi ajustada de 5,5% para 5,0%, ainda acima da meta do Banco Central de 3%.

"A principal razão é o comportamento mais favorável da inflação no curto prazo, com alimentos ajudados pela sazonalidade, combustíveis beneficiados pela devolução parcial do choque do petróleo e pela estratégia da Petrobras e do governo (via manutenção das subvenções para os combustíveis) de suavizar repasses ao consumidor", explicam.

Já para 2027, mantiveram a projeção em 4,3%, e seguem monitorando os riscos para inflação, com destaque para o El Niño, que deve afetar a inflação no quarto trimestre de 2026 e no primeiro de 2027.

A projeção para o PIB também foi mantida em 2% para 2026, mas revisaram a estimativa para 2027, de 2,0% para 1,5%, alegando que haverá uma ressaca dos estímulos fiscais e parafiscais observados em 2026, reduzindo o impulso à demanda em um ambiente que ainda deverá conviver com juros reais elevados e menor sustentação da política econômica ao crescimento.

Incertezas no horizonte: o que esperar do Copom

Para os economistas, a decisão ocorre em um ambiente de elevada incerteza. Embora a inflação corrente tenha apresentado melhora, as expectativas de inflação de médio prazo seguem se deteriorando, especialmente para 2028, horizonte que ganharia relevância para o Banco Central a partir de agosto, mas que já foi antecipado na última reunião.

O cenário combina alívio de curto prazo com riscos estruturais. A sazonalidade dos alimentos e a devolução do choque do petróleo ajudam agora, mas o El Niño e a deterioração das expectativas para 2028 podem limitar novos cortes.

Como a Selic impacta seus investimentos em renda fixa

Quando a Selic cai, a renda fixa prefixada e os títulos atrelados à inflação (como o IPCA+) tendem a se valorizar. Um corte de 0,25 pp pode parecer pequeno, mas para quem investe em Tesouro Direto ou CDB, cada movimento do Copom altera o rendimento real.

Por exemplo, um CDB que paga 100% do CDI rende menos quando a Selic cai. Já um título IPCA+ com juro real de 6% ao ano pode se tornar mais atrativo se a inflação futura cair, como o ASA projeta. Tesouro Direto: como investir em IPCA+ CDB: o que é e como funciona

Perguntas Frequentes

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é a prévia da inflação oficial do Brasil, calculada pelo IBGE entre o dia 15 do mês anterior e o dia 15 do mês de referência. Ele antecipa a tendência do IPCA cheio.

O que significa corte de 0,25 ponto percentual na Selic?

Significa que a taxa básica de juros da economia brasileira cai de 14,25% para 14,00% ao ano. Cada 0,25 pp é chamado de um passo de ajuste.

Por que o ASA revisou a projeção de inflação?

O ASA revisou a projeção de 5,5% para 5,0% para 2026 devido ao comportamento mais favorável da inflação no curto prazo, com alimentos e combustíveis ajudando.

O que é o El Niño e como ele afeta a inflação?

O El Niño é um fenômeno climático que pode alterar padrões de chuva e temperatura, afetando a produção de alimentos e, consequentemente, a inflação. O ASA monitora seus efeitos para o quarto trimestre de 2026 e primeiro de 2027.

Quais os riscos para a inflação em 2028?

As expectativas de inflação de médio prazo seguem se deteriorando, especialmente para 2028, horizonte que ganharia relevância para o Banco Central a partir de agosto, mas que já foi antecipado na última reunião do Copom.

“A prévia da inflação de julho mostrou desaceleração e fez o ASA revisar o cenário macroeconômico. Economistas voltam a prever corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, encer…”
Roberto Yokota · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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