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Flávio Bolsonaro apresenta esclarecimentos por escrito em inquérito e nega calúnia contra Lula

ResumoFlávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou esclarecimentos por escrito ao Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do senador nega a prática de crime e sustenta que a declaração sobre delação se referia ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, não a Lula. O caso tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou esclarecimentos por escrito ao STF em inquérito sobre suspeita de calúnia contra Lula. A defesa nega crime e diz que frase sobre delação se referia a Maduro, não ao presidente brasileiro. O caso tramita sob relatoria de Alexandre de Moraes.

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Flávio Bolsonaro apresenta esclarecimentos por escrito em inquérito e nega calúnia contra Lula
Foto: Viva Capital · Flávio Bolsonaro apresenta esclarecimentos por escrito em inquérito e nega calúnia contra Lula · 28 jul 2026

Flávio Bolsonaro apresenta esclarecimentos por escrito em inquérito e nega calúnia contra Lula

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), decidiu não prestar depoimento à Polícia Federal (PF) em inquérito sobre suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e enviou esclarecimentos por escrito ao Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento estava previsto para esta terça-feira (28).

O caso envolve uma publicação de Flávio em rede social na qual o senador comentava uma notícia sobre eventual delação premiada do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e fazia relação do tema com o presidente brasileiro. "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas", escreveu Flávio.

Defesa nega crime e aponta contexto político

Na petição apresentada ao STF, a defesa de Flávio negou o cometimento de crimes e disse que a segunda parte da frase se referia a Maduro, não a Lula. Sobre a declaração de que o petista seria delatado, os advogados afirmaram que isso não poderia ser considerado crime.

"Dizer que alguém 'será delatado' significa, tão somente, afirmar que essa pessoa será mencionada por um colaborador no âmbito de seu depoimento. Nada além disto. E ser mencionado por um colaborador em seu depoimento não significa ter contra si uma imputação criminosa ou ter a atribuição de uma prática ilícita em seu desfavor", diz a petição.

"Afinal, nem tudo o que um colaborador diz envolve um fato criminoso, bem como nem toda pessoa por ele mencionada é infratora. Logo, alguém pode sim ser delatado (ou seja: estar mencionado em uma colaboração) sem ter praticado qualquer crime ou sem ser objeto de uma imputação. Afinal, é inerente ao procedimento de colaboração narrar não apenas delitos, mas também contextos, relações e circunstâncias, mencionando pessoas cujas condutas não necessariamente são criminosas", acrescenta.

Inquérito sob relatoria de Alexandre de Moraes

O inquérito tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes para apurar se houve crime contra a honra do presidente Lula. A defesa de Flávio sustenta que as manifestações se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional.

"Os advogados sustentam que as manifestações atribuídas ao senador se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional. Argumentam, assim, que estabelecer comparações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o venezuelano Nicolás Maduro, no âmbito da crítica política, não configura calúnia", afirma por nota a defesa, representada pelos advogados Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro.

"Para a defesa, a liberdade de expressão constitui um dos pilares do Estado Democrático de Direito e protege, por sua própria natureza, manifestações contundentes, críticas severas e discursos de natureza política, especialmente quando dirigidos a agentes públicos e autoridades", diz.

O que diz a defesa sobre a relação com Maduro

A petição argumenta que estabelecer comparações entre Lula e Maduro, no âmbito da crítica política, não configura calúnia. Para os advogados, as manifestações do senador se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional.

Perguntas Frequentes

O que Flávio Bolsonaro fez no inquérito?

O senador decidiu não prestar depoimento à Polícia Federal e enviou esclarecimentos por escrito ao STF, negando o cometimento de crimes.

Qual é a acusação contra Flávio Bolsonaro?

A suspeita é de calúnia contra o presidente Lula, após uma publicação em rede social sobre delação de Nicolás Maduro.

Quem relata o inquérito no STF?

O inquérito tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

O que a defesa de Flávio alega?

A defesa nega crime e afirma que a segunda parte da frase se referia a Maduro, não a Lula, e que as manifestações se inserem no contexto do debate político.

O que significa "ser delatado" segundo a defesa?

Segundo a petição, significa ser mencionado por um colaborador em seu depoimento, o que não implica imputação criminosa.

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Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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