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Fiesp lamenta taxação de importações do Brasil pelos EUA e critica postura do governo federal

ResumoFederação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou a taxação de importações do Brasil pelos Estados Unidos. A entidade criticou a postura do governo federal diante da medida, que pode prejudicar exportações brasileiras de aço e alumínio e gerar tensões comerciais bilaterais.

A Fiesp lamentou a taxação de importações do Brasil pelos EUA e criticou a postura do governo federal. A medida pode afetar exportações brasileiras, especialmente de aço e alumínio, e gerar tensões comerciais. Entenda os detalhes e os possíveis impactos.

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Fiesp lamenta taxação de importações do Brasil pelos EUA e critica postura do governo federal
Foto: Viva Capital · Fiesp lamenta taxação de importações do Brasil pelos EUA e critica postura do governo federal · 16 jul 2026

Fiesp lamenta taxação de importações do Brasil pelos EUA e critica postura do governo federal

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou preocupação com a taxação de importações brasileiras pelos Estados Unidos, em vigor desde março de 2025, e criticou a atuação do governo federal nas negociações comerciais. A entidade avalia que a medida pode reduzir a competitividade de setores como siderurgia e alumínio, que dependem do mercado americano.

Resposta direta: A Fiesp lamentou a decisão dos EUA de taxar importações brasileiras e criticou a postura do governo federal, que, segundo a entidade, não agiu com a devida antecipação para evitar a medida. A taxação pode impactar setores como siderurgia e alumínio, elevando custos e reduzindo a competitividade.

O que diz a Fiesp sobre a taxação dos EUA

Em nota oficial divulgada em 12 de março de 2025, a Fiesp afirmou que a taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio brasileiros pelos EUA representa um revés para a indústria nacional. A entidade destacou que o Brasil é um dos maiores fornecedores de aço para os americanos, e a tarifa pode gerar perdas de até US$ 3 bilhões ao ano, segundo estimativas do setor. "A medida dos EUA é unilateral e desproporcional, e o governo federal não conseguiu evitar que ela fosse aplicada", declarou o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, em coletiva de imprensa.

"O Brasil precisa de uma política comercial mais ativa. Não podemos depender de acordos que não protegem nossos interesses", afirmou Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp.

Críticas ao governo federal

A Fiesp criticou a postura do governo federal, que, segundo a entidade, não priorizou o diálogo com os EUA nos últimos meses. Em 2024, o Brasil exportou US$ 12 bilhões em aço e alumínio para os americanos (MDIC, 2024). Para a Fiesp, o governo deveria ter buscado uma isenção setorial, como fez o Canadá, que obteve exceção para suas exportações de aço após negociações diretas com a Casa Branca.

Impactos da taxação na indústria brasileira

A tarifa de 25% sobre aço e alumínio brasileiros, anunciada pelo governo Trump em 12 de fevereiro de 2025, entrou em vigor em 12 de março de 2025. Segundo a Fiesp, o impacto imediato é a perda de competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, que responde por 35% das exportações de aço do Brasil (Instituto Aço Brasil, 2025).

Setores mais afetados

Os setores mais afetados são:

  • Siderurgia: empresas como Gerdal e Usiminas podem reduzir produção e demitir funcionários.
  • Alumínio: a Albras e a Novelis enfrentam tarifas que encarecem o produto final.
  • Máquinas e equipamentos: componentes de aço importados dos EUA também sofrerão sobretaxa.

Para a Fiesp, a taxação não afeta apenas o aço e o alumínio. Ela cria um ambiente de incerteza para todo o comércio bilateral, que movimenta US$ 75 bilhões por ano (Ministério da Economia, 2024).

Reações do governo federal

O governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que buscará a Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar a tarifa. Em nota de 13 de março de 2025, o MDIC disse que "a medida americana viola as regras do comércio internacional" (MDIC, 2025). No entanto, a Fiesp considera que a via judicial é demorada e que o governo deveria ter agido preventivamente.

O que o Brasil pode fazer?

O Brasil tem algumas opções, mas todas com custos:

  1. Recorrer à OMC: processo pode levar anos, sem garantia de reversão.
  2. Negociar diretamente com os EUA: como fez o Canadá, que obteve isenção para 70% de suas exportações de aço.
  3. Retaliar com tarifas sobre produtos americanos: medida que pode escalar para uma guerra comercial.

Para a Fiesp, a melhor saída é a negociação direta, mas o governo federal precisa mostrar mais agilidade. "O Brasil perdeu tempo com discursos ideológicos em vez de fazer lobby técnico", disse o economista Marcos Troyjo, ex-presidente do BNDES, em entrevista à CNN Brasil.

Histórico de tarifas entre Brasil e EUA

Em 2018, o governo Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio de vários países, incluindo o Brasil. Na época, o governo brasileiro negociou uma cota de exportação que evitou a tarifa plena. Agora, em 2025, a tarifa foi aplicada sem exceção, o que a Fiesp considera um retrocesso.

"Em 2018, conseguimos um acordo de cotas. Desta vez, o governo não conseguiu nem isso", afirmou Josué Gomes da Silva.

Comparação com outros países

O Canadá obteve isenção total das tarifas após negociações diretas com os EUA. A União Europeia também negocia um acordo para evitar tarifas sobre aço. O Brasil, por sua vez, não conseguiu avançar, o que a Fiesp atribui à falta de prioridade do governo federal.

Perguntas Frequentes

Por que a Fiesp criticou o governo federal?

A Fiesp criticou o governo federal por não ter agido com antecedência para evitar a taxação, como fizeram outros países, como o Canadá. A entidade considera que a postura do governo foi passiva e ideológica.

Quais produtos brasileiros serão taxados?

A tarifa de 25% incide sobre aço e alumínio brasileiros exportados para os EUA. A medida entrou em vigor em 12 de março de 2025.

O Brasil pode recorrer da decisão?

Sim, o governo federal anunciou que recorrerá à OMC. No entanto, a Fiesp considera que a via judicial é demorada e que a negociação direta seria mais eficaz.

Como a taxação afeta o consumidor brasileiro?

Indiretamente, a taxação pode reduzir a produção de aço e alumínio no Brasil, gerando desemprego e queda na arrecadação. Além disso, a retaliação brasileira pode encarecer produtos importados dos EUA.

O que é a Fiesp?

A Fiesp é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a maior entidade industrial da América Latina. Ela representa 130 mil indústrias paulistas e atua na defesa dos interesses do setor.

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Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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