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Dólar recua a R$ 5,10 após decisão do Fed com 3 votos dissidentes

ResumoDólar comercial recuou a R$ 5,1084 após o Federal Reserve (Fed) manter os juros entre 3,50% e 3,75%. A decisão contou com três votos dissidentes, o maior número desde 2016. O movimento cambial refletiu a reação do mercado à sinalização de política monetária e às divergências internas no comitê do Fed.

Dólar recua a R$ 5,1084 após decisão do Fed manter juros entre 3,50% e 3,75%, com três votos dissidentes, maior número desde 2016. Entenda o que mudou no câmbio, no petróleo e nas expectativas do mercado.

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Dólar recua a R$ 5,10 após decisão do Fed com 3 votos dissidentes
Foto: Viva Capital · Dólar recua a R$ 5,10 após decisão do Fed com 3 votos dissidentes · 29 jul 2026

O dólar à vista perdeu força ante o real após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e das falas do presidente do BC norte-americano, Kevin Warsh. A moeda americana recuou 0,27%, fechando a R$ 5,1084 nesta quarta-feira (29).

O que mudou com a decisão do Fed? O dólar recuou a R$ 5,10 após o Fed manter a taxa de juros inalterada no intervalo de 3,50% a 3,75%. Mas o que chamou a atenção foi o número de votos dissidentes: três, o maior desde 2016. Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan votaram por elevar a meta em 0,25 ponto percentual.

Votos dissidentes e a fala de Kevin Warsh Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, minimizou a dissidência. "Eu pedi uma boa briga de família e foi exatamente isso que aconteceu", afirmou. Segundo ele, a existência de votos divergentes faz parte do desenho institucional do banco central e melhora a qualidade das decisões.

"Quero enfatizar, é claro, que as decisões deste comitê são muito importantes e, quando necessário e apropriado, não hesitaremos em agir", disse Warsh.

Mercado de câmbio e DXY O dólar acompanhou o enfraquecimento da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, recuava 0,52%, aos 100.900 pontos.

Petróleo dispara com tensões geopolíticas O petróleo Brent, referência internacional, saltou 7,32%, a US$ 88,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, próximo da máxima intradia de US$ 88,41. O WTI avançou 6,56%, a US$ 84,46 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A alta reflete as tensões entre Estados Unidos e Irã. Teerã atacou países com bases militares dos EUA no Oriente Médio e rejeitou uma proposta de Omã para gestão conjunta do Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu retaliar duramente o Irã.

Expectativas para os juros nos EUA O Treasury de 30 anos seguiu operando em alta após a decisão, sinalizando que o Fed pode estar atrasado no combate à inflação. Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, 53,2% apostam em uma elevação na taxa de juros dos Estados Unidos em setembro. Antes da reunião, o número estava próximo de 80%.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar caiu após a decisão do Fed?

O dólar recuou porque o Fed manteve os juros, mas com três votos dissidentes, o que gerou incerteza e enfraqueceu a moeda americana no exterior.

O que significa ter 3 votos dissidentes no Fed?

É o maior número desde 2016. Os dissidentes preferiam elevar os juros em 0,25 ponto percentual, indicando pressão interna por aperto monetário.

Como a geopolítica afetou o petróleo e o dólar?

As tensões entre EUA e Irã elevaram o petróleo Brent em 7,32%, pressionando o câmbio e aumentando a aversão ao risco.

O que é o DXY e por que ele caiu?

O DXY mede o dólar contra seis moedas fortes. Caiu 0,52% aos 100.900 pontos, refletindo o enfraquecimento global da moeda.

Qual a expectativa do mercado para os juros dos EUA?

53,2% do Fed Watch apostam em alta de juros em setembro, contra quase 80% antes da reunião, mostrando menor convicção.

“Dólar recua a R$ 5,1084 após decisão do Fed manter juros entre 3,50% e 3,75%, com três votos dissidentes, maior número desde 2016. Entenda o que mudou no câmbio, no petróleo e nas expectativas do merc…”
Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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