Exclusivo · Economia

Dólar avança R$ 5,12 à espera de Fed e com baixa do petróleo

ResumoO dólar à vista encerrou a R$ 5,1223 nesta terça-feira (28), com alta de 0,20% ante o real. A moeda norte-americana avançou à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) e em meio à nova sessão de baixa do petróleo.

O dólar à vista ganhou força ante o real nesta terça-feira (28), encerrando as negociações a R$ 5,1223, em alta de 0,20%. O movimento ocorre à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) amanhã e em meio à nova sessão de perdas do petróleo.

4 min de leituraPRO
Dólar avança R$ 5,12 à espera de Fed e com baixa do petróleo
Foto: Viva Capital · Dólar avança R$ 5,12 à espera de Fed e com baixa do petróleo · 28 jul 2026

Dólar avança R$ 5,12 à espera de Fed e com baixa do petróleo

O dólar à vista ganhou força ante o real à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) amanhã e da nova sessão de perdas do petróleo. Nesta terça-feira (28), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1223, em alta de 0,20%. O dólar PTAX de venda, segundo o Banco Central, foi de R$ 5,1177 na mesma data.

O dólar destoou do enfraquecimento da divisa no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, recuava 0,14%, aos 101.393 pontos.

Expectativas para a decisão do Fed

O mercado de câmbio seguiu atento às expectativas para a decisão de política monetária do Federal Reserve. A ferramenta Fed Watch, do CME Group, indica aposta de 68,5% para manutenção na reunião de julho. Já para setembro, a probabilidade de alta é de 76,2%.

Na avaliação do analista de investimentos da Nomad Luca Girardi, o cenário geopolítico segue incerto, mesmo com a interrupção dos ataques no Irã e as expectativas quanto a um acordo. As atenções se voltam para a decisão de amanhã do Fed, com cerca de 30% das expectativas do mercado monitoradas pela CME apontando para uma elevação de juros já nesta reunião.

Tensão no Estreito de Ormuz e queda do petróleo

No cenário geopolítico, o Irã propôs a Omã um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o qual um sentido do tráfego passaria por águas iranianas e parte do trajeto oposto também se situaria em águas iranianas, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, à televisão estatal nesta terça-feira.

Gharibabadi afirmou que Teerã rejeitou uma proposta de Omã para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, argumentando que tal plano não atendia às preocupações de segurança de Teerã enquanto não fosse alcançada a estabilidade regional de longo prazo. Ele afirmou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso o governo de Omã rejeitasse a proposta do Irã, acrescentando que Teerã nunca reconheceu a rota sul ao longo da costa de Omã.

Do lado norte-americano, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que houve boas negociações com o Irã, embora tenha reiterado suas ameaças de atacar a Montanha Pickaxe, bem como pontes e usinas de energia iranianas, caso não seja fechado um acordo com Teerã. Em entrevista à Fox News, Trump disse que gostaria de evitar atacar as pontes e usinas de energia do Irã, se possível. Mais cedo, Trump se reuniu com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que busca o apoio de Trump para ser reeleito.

Como reflexo dos desdobramentos do conflito, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 4,41%, a US$ 82,08 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro teve queda de 4,06%, a US$ 79,26 o barril.

Contexto do dólar nos dias anteriores

O dólar PTAX de venda, acompanhado pelo Banco Central, vinha oscilando nos dias anteriores: em 21/07/2026 foi R$ 5,0780, subindo para R$ 5,0638 em 22/07, R$ 5,0807 em 23/07, e R$ 5,0666 em 24/07. O movimento de alta desta terça-feira reflete a cautela do mercado diante dos próximos passos do Fed e da incerteza geopolítica.

Perspectivas para investidores

Para quem acompanha o câmbio, o cenário combina fatores externos e domésticos. A decisão do Fed amanhã pode trazer volatilidade, enquanto as negociações no Oriente Médio continuam a pressionar o petróleo, um dos principais termômetros de risco global. O analista Luca Girardi, da Nomad, ressalta que as atenções se voltam para a reunião de amanhã, com cerca de 30% das expectativas do mercado apontando para uma elevação de juros já nesta reunião.

Como o petróleo afeta o câmbio

Perguntas Frequentes

Por que o dólar subiu mesmo com o DXY em queda?

O dólar à vista no Brasil destoou do enfraquecimento da divisa no exterior. O DXY recuava 0,14%, aos 101.393 pontos, enquanto o real perdeu força diante das incertezas locais e da expectativa pela decisão do Fed.

Qual a probabilidade de alta de juros pelo Fed em setembro?

Segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group, a probabilidade de alta em setembro é de 76,2%.

O que aconteceu com o petróleo Brent hoje?

O contrato do petróleo Brent para outubro fechou com recuo de 4,41%, a US$ 82,08 o barril, na ICE, em Londres.

O Irã fechou o Estreito de Ormuz?

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso Omã rejeitasse a proposta iraniana. A proposta prevê um acordo temporário para reabertura parcial.

Qual a cotação do dólar PTAX hoje?

Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 28/07/2026 foi R$ 5,1177.

Trump ameaçou atacar o Irã?

Sim, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou ameaças de atacar a Montanha Pickaxe, pontes e usinas de energia iranianas, caso não seja fechado um acordo com Teerã.

“O dólar à vista ganhou força ante o real nesta terça-feira (28), encerrando as negociações a R$ 5,1223, em alta de 0,20%. O movimento ocorre à espera da decisão de política monetária do Federal Reserv…”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
Viva Capital Daily · Newsletter

O briefing que os CFOs do varejo brasileiro leem antes das 8h.

Análises diárias sobre meios de pagamento, crédito e bancos digitais. Direto na sua caixa, sem ruído. Já lida por mais de 47 mil profissionais do setor.

Você pode cancelar a qualquer momento. Sem spam.