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Exportação de frango do Brasil pode bater recorde em 2026, diz ABPA

ResumoA Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que a exportação de carne de frango do Brasil atinja recorde de até 5,875 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de até 10,3% sobre 2025. A estimativa considera incertezas com a União Europeia e conflitos no Oriente Médio.

As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global, podem alcançar um recorde de até 5,875 milhões de toneladas em 2026, alta de até 10,3% sobre 2025, estimou a ABPA. Apesar de incertezas com a União Europeia e a guerra no Oriente Médio, o setor projeta crescime

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Exportação de frango do Brasil pode bater recorde em 2026, diz ABPA
Foto: Viva Capital · Exportação de frango do Brasil pode bater recorde em 2026, diz ABPA · 28 jul 2026

Brasil vê avanço na exportação de frango em 2026 apesar de União Europeia e guerra

As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global, podem alcançar um recorde de até 5,875 milhões de toneladas em 2026, alta de até 10,3% sobre 2025, estimou nesta terça-feira (28) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A projeção considera incertezas sobre os embarques para a União Europeia e a guerra no Oriente Médio.

O Brasil pode exportar até 5,875 milhões de toneladas de carne de frango em 2026, recorde histórico, segundo a ABPA. O volume representa alta de até 10,3% sobre 2025, mesmo com desafios como a possível suspensão de embarques para a União Europeia e a guerra no Oriente Médio. A produção doméstica deve crescer até 5,6%.

Produção brasileira de frango deve crescer até 5,6%

A produção brasileira de carne de frango deverá crescer até 5,6%, para um intervalo entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas. O mercado interno enfrenta desafios relacionados ao endividamento das famílias e das apostas, que reduzem os recursos para a alimentação da população mais carente, segundo a ABPA.

O consumo per capita de carne de frango deverá aumentar para até 48,1 kg em 2026, versus 46,7 kg em 2025, conforme dados da ABPA, entidade que representa companhias como a MBRF e a Seara, da JBS.

União Europeia: risco contornável, diz presidente da ABPA

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, mesmo que a União Europeia deixe de comprar carne de frango brasileira a partir de 3 de setembro, enquanto o Brasil negocia garantias de que não usa antimicrobianos na exportação aos europeus, a situação seria contornável, com o redirecionamento dos embarques.

"Já permanecemos no ano passado quatro meses (sem a Europa por conta da gripe aviária), e fechamos com exportações positivas, o Brasil tem como redirecionar", disse Santin a jornalistas.

Ele ponderou que o Brasil vende mais peito de frango, produto de valor mais alto, para a Europa, o que poderia representar alguma perda de receita. Mas destacou que a UE responde por fatia menor dos embarques nacionais, de menos de 5% em 2025, comparativamente com o Oriente Médio, que importou quase 30% do total no ano passado.

Guerra no Oriente Médio: o verdadeiro risco

"O difícil" seria se Oriente Médio fechasse, comentou Santin, lembrando que apesar da guerra no Irã, algumas rotas de transporte como o Canal de Suez estão sendo mantidas.

Ele disse que o setor está acionando importadores europeus para atuarem junto aos governos, lembrando que a oferta brasileira pode ser importante em momento em que países da UE lidam com incêndios florestais e casos de gripe aviária.

Primeiro semestre de 2026 já bate recordes

As exportações brasileiras de carne de frango terminaram o primeiro semestre com recordes em receita e volumes, liderados pela demanda de países como a China, Japão e Emirados Árabes Unidos. Santin citou também a demanda europeia, assim como alguma antecipação de importadores, diante da ameaça de embargo a partir de setembro.

Projeções para 2027

Para 2027, a ABPA prevê que as exportações de carne de frango avancem para até 6,05 milhões de toneladas, aumento de até 3,0% sobre a projeção de 2026, enquanto a produção deverá atingir até 16,6 milhões de toneladas, crescimento de até 2,8% na mesma comparação.

Carne suína: Brasil, terceiro maior exportador global

No setor de carne suína do Brasil, terceiro exportador global atrás de Estados Unidos e União Europeia, a ABPA estima que as exportações brasileiras alcancem até 1,6 milhão de toneladas em 2026, avanço de até 5,9% ante 2025.

Segundo Santin, apesar de queda nas exportações para a China este ano, o Brasil tem avançado em outros mercados, enquanto os embarques dos concorrentes europeus estão caindo e os norte-americanos estão ampliando vendas, tendo os chineses como grandes importadores.

O executivo lembrou que a produção da China está "bastante elevada", mas ela não deixará de comprar os miúdos, pois consome mais do que consegue produzir.

De outro lado, o Brasil tem ampliado embarques para as Filipinas, que são o principal destino do produto brasileiro, já que o país asiático não conseguiu ainda resolver questões ligadas à peste suína africana.

A produção de carne suína do Brasil em 2026 deverá somar até 5,87 milhões de toneladas, aumento de até 5,0% no mesmo comparativo, disse Santin, observando que o setor não tem detectado queda no consumo interno apesar do ambiente econômico desafiador, com o endividamento das famílias e as "bets".

Para 2027, a ABPA projeta exportações de carne suína de até 1,7 milhão de toneladas, crescimento de até 6,3% sobre 2026, enquanto a produção deverá atingir até 6,05 milhões de toneladas, avanço de até 3,1% na mesma base de comparação.

Perguntas Frequentes

Qual a projeção de exportação de frango do Brasil para 2026?

A ABPA estima que as exportações de carne de frango do Brasil possam alcançar até 5,875 milhões de toneladas em 2026, um recorde histórico, com alta de até 10,3% sobre 2025.

O que pode afetar as exportações de frango para a União Europeia?

A União Europeia pode deixar de comprar carne de frango brasileira a partir de 3 de setembro, enquanto o Brasil negocia garantias de que não usa antimicrobianos na exportação. A UE representa menos de 5% dos embarques totais.

Como a guerra no Oriente Médio impacta as exportações?

O Oriente Médio importou quase 30% do total de frango brasileiro em 2025. O presidente da ABPA considera que um fechamento da região seria o maior risco, mas rotas como o Canal de Suez estão sendo mantidas.

Quais países lideraram a demanda no primeiro semestre?

China, Japão e Emirados Árabes Unidos lideraram as exportações no primeiro semestre, que já bateram recordes em receita e volume.

Qual a projeção para a carne suína brasileira em 2026?

A ABPA estima exportações de até 1,6 milhão de toneladas de carne suína em 2026, alta de até 5,9%, com produção de até 5,87 milhões de toneladas.

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Adriana Buarque · Editor(a) Economia · Viva Capital PRO
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