Na sessão desta segunda-feira (31), os índices de Wall Street recuaram com a disparada do petróleo, de mais de 2%, para acima dos US$ 90 o barril, reacendendo temores inflacionários e ligando o modo risk-off. Ainda assim, no mês, o Nasdaq saltou 3,93%, o S&P 500 avançou 2,62% e o Dow Jones subiu 1,34%, movimento impulsionado pelos resultados corporativos, principalmente do segmento de tecnologia.
A retomada da troca de ataques entre Estados Unidos e Irã azedou o humor dos índices. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu atingir o Irã com força, depois que Teerã respondeu a ataques norte-americanos atingindo com mísseis duas bases aéreas dos EUA na Jordânia. "Vamos atacá-los com força", disse Trump à Fox News, segundo um repórter do canal. "Haverá uma resposta." Uma fonte sênior iraniana, falando à Reuters, descreveu as hostilidades como um "confronto limitado e contido", mas acrescentou que Teerã daria resposta severa caso fosse atacada novamente. Apesar da escalada, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país ainda busca solução negociada, segundo a agência Tasnim.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência internacional, para novembro fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49 o barril, na ICE, em Londres. Diante disso, os investidores voltaram a apostar nos Treasuries, com rendimentos de 10 e 30 anos subindo. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou o potencial de iniciativas de recompra de títulos para alterar, por si só, a dinâmica das taxas. "Eu não tentei mudar a direção dos rendimentos e não acredito que eu possa mudar o preço de equilíbrio, mas nada nunca está em equilíbrio", disse à CNBC.
Os investidores já apostam em elevação nos Fed Funds na reunião de setembro do Fed. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a aposta majoritária é de alta na faixa de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4% (65,9%), com chance de manutenção de 34,1%. Entre os destaques corporativos, as ações da Amazon (AMZN) recuaram mais de 3%, na esteira da ação judicial da Comissão Federal de Comércio dos EUA, junto de outros 22 estados, alegando práticas de manipulação de preços e publicidade injusta em sua plataforma.