Wall Street iniciou o pregão desta quarta-feira (2) em alta, impulsionada pela moderação nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. O movimento ocorre mesmo com a escalada de tensão no Oriente Médio, com troca de ataques entre EUA e Irã, que mantém o barril do Brent elevado, na faixa dos US$ 94, recuando cerca de 0,4% na sessão.
Por volta das 11h36 (horário de Brasília), os principais índices americanos operavam no terreno positivo. O rendimento do título do Tesouro de 10 anos, que atingiu o maior nível desde novembro de 2023, inverteu o sinal e passou a operar em queda, aliviando a pressão sobre os mercados globais. No Japão, os títulos de 10 anos do governo negociam próximos às máximas das últimas décadas, com investidores atentos a uma possível alta de juros em setembro pelo Banco do Japão (BoJ), após declarações do presidente Kazuo Ueda.
No front macro, o Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou desaceleração na criação de vagas no setor privado em agosto. Foram abertos 38 mil postos, abaixo dos 46 mil revisados em julho e das projeções de economistas consultados pela Reuters, que esperavam 48 mil. O mercado agora aguarda o payroll, principal métrica do mercado de trabalho americano, acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed).
Para nós, que planejamos o futuro financeiro da família, o cenário reforça a importância de acompanhar os juros americanos e o preço do petróleo, pois ambos influenciam a inflação global e, por consequência, o custo do crédito no Brasil. A moderação nos Treasuries pode abrir espaço para alívio nos mercados emergentes, mas a tensão geopolítica segue como risco. O primeiro passo é revisar a alocação internacional da carteira e manter reserva de emergência, lembrando que planejar cedo é o juro mais barato que existe. como a alta do petróleo afeta a inflação no Brasil