A XP Investimentos revisou para cima as estimativas para o setor de distribuição de combustíveis e elevou os preços-alvo de duas das principais empresas do segmento: Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3). O movimento reflete a percepção da casa de que o ambiente competitivo segue mais favorável às grandes distribuidoras, especialmente no curto prazo.
Resposta direta: A XP Investimentos elevou o preço-alvo da Vibra (VBBR3) de R$ 37 para R$ 39 por ação, com recomendação de compra e potencial de valorização de 13%. Para o 2T26, a casa projeta Ebitda de R$ 4,2 bilhões e lucro líquido de R$ 2,4 bilhões, impulsionados por margens mais altas e ambiente competitivo favorável.
Novos preços-alvo e recomendações
Para a Vibra, o preço-alvo passou de R$ 37 para R$ 39 por ação, indicando potencial de valorização de cerca de 13%. A XP manteve recomendação de compra para o ativo. Já para a Ultrapar, o alvo subiu de R$ 31 para R$ 34, com ganho potencial estimado em aproximadamente 6%. A recomendação para a Ultrapar permanece neutra.
Projeções de margem Ebitda para 2026 e 2027
A XP elevou significativamente as projeções de margem Ebitda para a Vibra. Para 2026, a estimativa passou de R$ 223/m³ para R$ 297/m³. Para 2027, a projeção subiu de R$ 187/m³ para R$ 191/m³. No caso da Ipiranga (Ultrapar), as estimativas também foram revisadas para cima: R$ 301/m³ em 2026 (ante projeção anterior) e R$ 176/m³ em 2027.
2T26: trimestre forte para as distribuidoras
O segundo trimestre de 2026 deve ser particularmente robusto. A XP estima margem Ebitda de R$ 445/m³ para a Vibra, contra R$ 258/m³ registrados no primeiro trimestre. Para a Ipiranga, a margem projetada é de R$ 453/m³, ante R$ 276/m³ no 1T26. Esses números indicam uma aceleração expressiva na rentabilidade operacional das duas companhias.
O que explica o cenário favorável
A XP atribui o ambiente positivo ao desconto entre os preços domésticos praticados nas refinarias e a paridade internacional. Esse diferencial beneficia as distribuidoras que têm acesso garantido aos volumes da Petrobras, ao mesmo tempo que reduz a competitividade de importadores independentes. Na prática, as grandes distribuidoras conseguem operar com margens mais confortáveis enquanto dura esse desalinhamento de preços.
Projeções financeiras para o 2T26
Para a Vibra, a expectativa da XP é de Ebitda de R$ 4,2 bilhões e lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026. Para a Ultrapar, a projeção é de Ebitda de R$ 3,7 bilhões e lucro líquido de R$ 1,8 bilhão no mesmo período. Os números reforçam a visão de que as grandes distribuidoras estão em um momento operacionalmente favorável.
Riscos e cenário de longo prazo
A XP avalia que a atual estrutura de mercado deve continuar sustentando margens mais fortes para as grandes distribuidoras no curto prazo. No entanto, a casa reconhece que uma eventual reversão desse cenário, com o realinhamento dos preços domésticos à paridade internacional, representa o principal risco para as estimativas atuais. Para quem planeja investir no setor com horizonte de longo prazo, vale monitorar de perto a política de preços da Petrobras e o comportamento dos importadores independentes.
O que considerar antes de investir em distribuidoras
Antes de tomar uma decisão, é importante avaliar o cenário macro e setorial. O desconto atual nos preços domésticos é um fator conjuntural, não estrutural. Investidores com perfil de longo prazo devem ponderar se as margens atuais são sustentáveis ou se faz sentido aproveitar o momento para construir posição. A recomendação de compra da XP para a Vibra indica confiança na tese, mas o risco de reversão existe.
Perguntas Frequentes
Qual é o novo preço-alvo da Vibra segundo a XP?
A XP elevou o preço-alvo da Vibra (VBBR3) de R$ 37 para R$ 39 por ação, com potencial de valorização de cerca de 13%.
A XP recomenda compra ou venda para a Ultrapar?
A recomendação para a Ultrapar (UGPA3) é neutra, com preço-alvo de R$ 34 por ação e ganho potencial estimado em 6%.
Quais são as projeções de Ebitda para a Vibra no 2T26?
A XP projeta Ebitda de R$ 4,2 bilhões e lucro líquido de R$ 2,4 bilhões para a Vibra no segundo trimestre de 2026.
Por que as margens das distribuidoras estão melhores?
O desconto entre os preços domésticos na refinaria e a paridade internacional beneficia distribuidoras com acesso garantido aos volumes da Petrobras, reduzindo a competitividade de importadores independentes.
Qual é o principal risco para as estimativas da XP?
O principal risco é uma eventual reversão do cenário atual, com o realinhamento dos preços domésticos à paridade internacional, o que reduziria as margens das grandes distribuidoras.