# Vale (VALE3): lucro cai 43% no 2T26 e guidance de custos é revisado

> A Vale (VALE3) reportou lucro líquido de R$ 6,847 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 43,3% ante o mesmo período de 2025. A receita líquida subiu 6,4%, para R$ 53 bilhões, impulsionada por metais básicos. A empresa revisou o guidance de custos de minério de ferro para 2026.

*Viva Capital · Investimentos · 30 de julho de 2026 · Thiago Vasques*

A Vale (VALE3) reportou lucro líquido de R$ 6,847 bilhões no 2T26, uma queda de 43,3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida subiu 6,4%, para R$ 53 bilhões, impulsionada pelos metais básicos, mas os custos operacionais e a revisão do guidance de minério de ferro p

## Vale (VALE3) tem lucro 43% menor no 2T26 e revisa guidance de custos do minério

A Vale (VALE3) reportou lucro líquido de R$ 6,847 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma queda de 43,3% em relação aos R$ 12,081 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado veio acompanhado de um Ebitda ajustado de R$ 18,516 bilhões, retração de 3,3% na comparação anual. A receita líquida, no entanto, cresceu 6,4%, para R$ 53,012 bilhões, impulsionada pelo desempenho da divisão de metais básicos.

A Vale (VALE3) registrou lucro líquido de R$ 6,847 bilhões no 2T26, queda de 43,3% ante 2T25. O Ebitda ajustado foi de R$ 18,516 bilhões, retração de 3,3%, enquanto a receita líquida avançou 6,4%, para R$ 53,012 bilhões. A companhia revisou o guidance de custo caixa C1 do minério de ferro para US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada.

## Por que o lucro da Vale caiu tanto no 2T26?

Apesar do crescimento da receita, a rentabilidade foi pressionada. O Ebitda ajustado caiu de R$ 19,1 bilhões (2T25) para R$ 18,5 bilhões, enquanto o lucro operacional recuou para R$ 10,836 bilhões, ante R$ 11,349 bilhões. O desempenho foi impactado pelo enfraquecimento do negócio de minério de ferro, parcialmente compensado pela melhora nas operações de cobre e níquel.

O custo dos produtos vendidos e serviços prestados subiu para R$ 36,8 bilhões, contra R$ 34,4 bilhões no 2T25, refletindo maiores gastos com serviços, fretes, pessoal e royalties. Esse aumento de custos foi um dos principais fatores que comprimiram a margem.

## Desempenho por segmento: minério de ferro cai, metais básicos sobem

Por segmento, o Ebitda de Soluções de Minério de Ferro caiu de R$ 16,847 bilhões para R$ 15,4 bilhões. Já a divisão Vale Metais Básicos avançou de R$ 4,04 bilhões para R$ 6,5 bilhões. O destaque foi o cobre, cujo Ebitda saltou de R$ 3,046 bilhões para R$ 5,177 bilhões. O níquel também melhorou, passando de R$ 1,109 bilhão para R$ 1,481 bilhão.

A receita líquida de R$ 53,01 bilhões superou os R$ 49,8 bilhões do 2T25. O crescimento ocorreu apesar da queda da contribuição do minério de ferro em algumas linhas operacionais e foi sustentado pelo avanço das vendas de metais básicos. A China permaneceu como principal mercado da companhia, respondendo por R$ 26,697 bilhões da receita do trimestre.

## Guidance 2026: Vale revisa custos do minério de ferro para cima

Junto com o balanço, a Vale anunciou uma revisão em seu guidance para 2026. A companhia elevou a projeção do custo caixa C1 do minério de ferro para US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada, ante a faixa anterior de US$ 20,0 a US$ 21,5.

A mineradora também revisou para cima o custo all-in do minério de ferro, que passou de US$ 52-56 para US$ 58-62 por tonelada. Segundo a empresa, as estimativas consideram câmbio médio de R$ 5,13 por dólar e Brent de US$ 86 por barril.

## Metais básicos: Vale melhora perspectivas de produção e custos

Por outro lado, a mineradora melhorou as perspectivas para metais básicos. A estimativa de produção de cobre passou de 350 mil-380 mil toneladas para 360 mil-380 mil toneladas, enquanto a de níquel subiu de 175 mil-200 mil toneladas para 185 mil-200 mil toneladas.

A companhia também reduziu as projeções de custo all-in dessas operações, passando a estimar US$ 0 a US$ 500 por tonelada para o cobre e US$ 10 mil a US$ 11,5 mil por tonelada para o níquel, abaixo das faixas anteriores. Todas as demais projeções foram mantidas.

## O que esperar da Vale (VALE3) após o balanço do 2T26?

A queda de 43% no lucro líquido acende um alerta sobre a pressão de custos e a dependência do minério de ferro, que ainda responde pela maior parte do Ebitda da companhia. Por outro lado, a diversificação para metais básicos, especialmente cobre e níquel, mostra resultados concretos e pode sustentar a receita em um cenário de transição energética.

A revisão do guidance de custos do minério de ferro para cima indica que a empresa espera maior pressão inflacionária nos insumos, mas a melhora nas projeções de metais básicos sugere que a estratégia de diversificação está no caminho certo.

## Perguntas Frequentes

### Qual foi o lucro da Vale no 2T26?

A Vale registrou lucro líquido de R$ 6,847 bilhões no 2T26, queda de 43,3% em relação aos R$ 12,081 bilhões do 2T25.

### O que fez o lucro da Vale cair?

A queda foi impactada pelo enfraquecimento do negócio de minério de ferro e pelo aumento dos custos operacionais, que subiram para R$ 36,8 bilhões.

### Qual é o novo guidance de custo do minério de ferro?

A Vale elevou a projeção do custo caixa C1 para US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada e o custo all-in para US$ 58-62 por tonelada.

### Como foi o desempenho dos metais básicos?

O Ebitda da divisão de metais básicos subiu para R$ 6,5 bilhões, com destaque para o cobre (R$ 5,177 bilhões) e o níquel (R$ 1,481 bilhão).

### A Vale melhorou a produção de cobre e níquel?

Sim. A estimativa de produção de cobre subiu para 360 mil-380 mil toneladas e a de níquel para 185 mil-200 mil toneladas.

### Quanto a China representa na receita da Vale?

A China respondeu por R$ 26,697 bilhões da receita do 2T26, mantendo-se como principal mercado da companhia.

análise de balanços de mineradoras impacto do câmbio nos custos de mineração

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/vale-vale3-tem-lucro-43-menor-2t26-revisa-guidance-custos-minerio/
