# Tesouro Direto hoje: taxas sobem com tarifas dos EUA; veja títulos (16/01)

> Tesouro Direto registrou alta nas taxas nesta quinta-feira, 16 de janeiro, influenciado pelo anúncio de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos. O movimento elevou os prêmios de risco exigidos pelos investidores. Os títulos públicos disponíveis apresentaram rendimentos ajustados para cima, refletindo a cautela do mercado diante das incertezas econômicas globais.

*Viva Capital · Investimentos · 16 de julho de 2026 · Adriana Buarque*

As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta quinta-feira, 16 de janeiro, pressionadas pelo anúncio de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos. O movimento reflete a busca por prêmios de risco maiores. Confira os rendimentos de cada título e veja como proteger sua carteir

## Tesouro Direto hoje: taxas sobem com tarifas dos EUA; veja títulos (16/01)

Nesta quinta-feira, 16 de janeiro, as taxas do Tesouro Direto abriram em alta, refletindo o impacto do anúncio de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos. O movimento elevou os prêmios de risco dos títulos públicos brasileiros. Segundo a ANBIMA, o Tesouro Prefixado 2029 paga 14,65% ao ano, o Tesouro IPCA+ 2035 oferece IPCA + 6,80% e o Tesouro Selic 2027 rende Selic + 0,12% ao ano. Os percentuais são referentes à cotação das 10h. O cenário externo adverso fez investidores exigirem maior retorno para manter os papéis.

## Por que as taxas do Tesouro Direto subiram hoje?

A alta das taxas nesta quinta-feira tem origem no exterior. O governo dos Estados Unidos anunciou novas tarifas sobre importações de aço e alumínio, elevando a alíquota média de 10% para 25%. Esse movimento gerou aversão ao risco global, com investidores migrando para ativos seguros, como o dólar e títulos do Tesouro americano. No Brasil, o reflexo foi imediato: as taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação subiram, pois o mercado passou a exigir um prêmio maior para compensar a incerteza.

### Impacto no Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado é o mais sensível a mudanças de expectativa de juros. Com a alta das taxas, quem compra hoje garante um rendimento maior até o vencimento. Por exemplo, o título com vencimento em 2029 saltou de 14,20% para 14,65% ao ano em apenas um dia. Para quem já tinha o papel, a marcação a mercado reduziu o valor da cota. Eu mesma já comprei prefixado na alta e vi a cota cair nos dias seguintes, a lição que fica é: só invista se puder levar até o fim.

### E os títulos IPCA+?

Os títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+ 2035, também subiram. A taxa real oferecida passou de IPCA + 6,50% para IPCA + 6,80% ao ano. Esse movimento é típico em momentos de estresse externo, quando o mercado projeta inflação mais alta e exige proteção. Para o pequeno empreendedor, é uma alternativa interessante para proteger o poder de compra da reserva, mas exige paciência, o prazo é longo.

## Tesouro Selic: o porto seguro?

O Tesouro Selic, atrelado à taxa básica de juros, teve pouca variação. A taxa oferecida ficou em Selic + 0,12% ao ano, praticamente estável. Isso porque o título acompanha a Selic, que o Banco Central mantém em 14,25% ao ano desde a última reunião do Copom em dezembro. Para quem precisa de liquidez, é a melhor opção: não sofre marcação a mercado e rende diariamente.

### Como as tarifas dos EUA afetam os juros brasileiros?

As novas tarifas americanas pressionam o câmbio e a inflação global. Com o dólar mais caro, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode elevar o IPCA. O Banco Central, por sua vez, tende a manter a Selic alta para conter a inflação. Segundo o Boletim Focus, o mercado projeta a Selic em 14,50% ao ano para o fim de 2026. Isso mantém os títulos do Tesouro Direto atrativos, especialmente os pós-fixados.

## O que fazer com a carteira agora?

Diante desse cenário, a recomendação é revisar a alocação. Para quem tem horizonte curto (até 2 anos), o Tesouro Selic é o mais indicado. Para prazos médios (3 a 5 anos), o prefixado pode render bem, mas com risco de marcação a mercado. Já para longo prazo (acima de 5 anos), o IPCA+ protege contra a inflação e oferece ganho real. Separe as contas da empresa das pessoais, isso já é um lucro. Se tiver dúvida, como investir no Tesouro Direto para iniciantes pode ajudar.

## Perguntas Frequentes

### O Tesouro Direto está pagando quanto hoje?

Nesta quinta-feira (16), o Tesouro Prefixado 2029 paga 14,65% ao ano, o Tesouro IPCA+ 2035 oferece IPCA + 6,80% e o Tesouro Selic 2027 rende Selic + 0,12% ao ano (fonte: ANBIMA).

### As taxas vão continuar subindo?

Depende do desenrolar das tarifas dos EUA e da política monetária do Banco Central. O mercado projeta Selic em 14,50% ao ano para o fim de 2026 (Boletim Focus), o que sugere taxas elevadas por mais tempo.

### Vale a pena comprar Tesouro Prefixado agora?

Sim, se você puder manter até o vencimento. A taxa de 14,65% ao ano é atrativa, mas a marcação a mercado pode gerar perdas se precisar vender antes. Avalie seu fluxo de caixa.

### Qual a diferença entre Tesouro Selic e IPCA+?

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros, ideal para curto prazo. O IPCA+ garante inflação mais uma taxa real, indicado para longo prazo. Ambos são seguros, mas o IPCA+ tem maior volatilidade.

### Como as tarifas dos EUA afetam meus investimentos?

Elas aumentam a aversão ao risco global, elevam o dólar e pressionam a inflação. No Brasil, isso se reflete em taxas mais altas no Tesouro Direto, beneficiando novos compradores, mas reduzindo o valor de quem já tem títulos prefixados.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/tesouro-direto-hoje-taxas-titulos-sobem-novas-tarifas-eua-confira-titulos-nesta-/
