O Ibovespa (IBOV) repercute nesta quinta-feira (17) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, além de uma nova rodada de pesquisas de cenário eleitoral. Já no exterior, o mercado acompanha a decisão de juros do Banco da Inglaterra, a ata de política monetária britânica e, nos Estados Unidos, os pedidos de seguro-desemprego, os dados do setor imobiliário e as licenças de construção.
A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que classificaram a decisão como "tímida" e afirmaram que ela "não alivia a situação financeira das empresas e famílias".
O que mexe com o seu bolso hoje
O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 0,30% na primeira quinzena de setembro ante o mesmo período de agosto, para R$ 6,72 por litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), após a redução de tributos federais sobre o combustível anunciada pelo governo na semana anterior. O diesel S-10, por outro lado, avançou 0,42% no período, para R$ 7,11 por litro, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e ataques a refinarias russas que geram preocupações sobre a oferta.
A Petrobras (PETR3; PETR4) informou que aumentará o preço médio do diesel para distribuidoras em R$ 1 por litro pelo prazo de 30 dias, a partir desta quinta-feira (17). O ajuste será acompanhado da concessão de desconto no mesmo valor no âmbito da subvenção econômica instituída pelo governo federal, disse a estatal.
No mercado internacional, os preços do petróleo recuam, ampliando perdas após relatos de que a Arábia Saudita estaria oferecendo cargas adicionais de petróleo bruto por meio de Omã, o que reduziu temores de interrupções no fornecimento. Ainda assim, os contratos permaneceram acima de US$ 100 por barril. O Brent caía US$ 0,90, ou 10,85%, para US$ 104,9 por barril às 5h05 (horário de Brasília), enquanto o WTI recuava US$ 0,65, ou 0,63%, para US$ 101,80 por barril. Ambos haviam caído cerca de US$ 3 na quarta-feira (16).
Ásia sem direção única e eleições no radar
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira (17), após Wall Street recuar na esteira da primeira alta de juros do Federal Reserve (Fed) em três anos. O Nikkei subiu 0,33% em Tóquio, para 64.136,25 pontos. O Kospi ficou praticamente estável em Seul, com baixa de 0,04%, a 6.715,41 pontos. O Hang Seng recuou 0,44% em Hong Kong, para 24.604,29 pontos, e o Taiex avançou 0,96% em Taiwan, a 46.288,00 pontos.
No cenário eleitoral, a coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, afirmou nesta quinta-feira (16) ter uma lista de 100 pessoas dispostas a ajudar numa eventual gestão de Flávio. "A gente está escolhendo um projeto de nação, um time, que está indo para servir. Você não vai precisar me chamar de 'ministra', de 'presidente'. Vai chamar de 'Dani', porque eu vou voltar Dani, vou lá para servir, para ser funcionária", declarou, em entrevista ao Podcast da bispa Sônia, uma das fundadoras da igreja evangélica Renascer.
Ainda no noticiário corporativo, a Azevedo & Travassos Energia (ATE) anunciou que foi comunicada pela 3R Potiguar, unidade da Brava Energia (BRAV3), sobre encerramento unilateral de tratativas para compra de ativos no Rio Grande do Norte. A ATE afirmou que a comunicação veio de forma "inesperada", pois "até a véspera as partes estavam em preparação intensa para o fechamento da operação, com previsão de conclusão até o final de setembro".
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o programa Eco Invest concluiu nesta semana seu quinto leilão, levando a mobilização total de recursos para investimentos desde sua criação a R$ 190 bilhões, de R$ 140 bilhões estimados antes do último certame. Em evento para instituição da Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras, Durigan afirmou que o setor foi contemplado por um dos eixos do quinto leilão, tendo levantado R$ 7 bilhões para investimentos em inovação.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ameaçou interromper o comércio com a União Europeia (UE) caso ela leve adiante a proposta de tornar o Canadá o primeiro membro associado do bloco. "Acho isso ridículo", disse Trump aos repórteres quando questionado sobre o plano divulgado pela presidente da UE, Ursula von der Leyen. "Se eles fizerem isso, se eu considerar que se trata de um ato hostil, imporei tarifas muito pesadas ou interromperei o comércio com a Europa."