O setor de tecnologia se tornou um dos que mais atraem investidores brasileiros e estrangeiros nos pregões, impulsionado pelo apetite por Inteligência Artificial (IA). Na B3, algumas empresas do setor unem modelo de negócio consolidado à distribuição consistente de resultados, algo que interessa a quem busca retorno via dividendos.
Levantamento da Elos Ayta, que reúne companhias de programas e serviços financeiros com volume médio diário acima de R$ 1 milhão, mostra um retrato da rentabilidade do setor. Enquanto B3 (B3SA3) e Totvs (TOTS3) registraram dividend yield de 5,81% e 1,58%, respectivamente, até 31 de agosto de 2026, companhias de menor capitalização apresentaram números mais expressivos.
A CSU Digital (CSUD3) lidera com dividend yield de 12,45% no acumulado, à frente de Bemobi Tech (9,90%), Lwsa (7,22%), B3 (5,81%), Totvs (1,58%) e Meliuz (0,00%). Em 2025, a companhia já havia entregado 18,10%, superando a mediana do IDIV (10,02%) e as medianas do Ibovespa (5,39%) e das small caps (4,06%).
Nos últimos cinco anos, a CSU distribuiu ao menos 50% do lucro líquido em proventos, o dobro do mínimo estatutário. Em 2025, incluiu R$ 50 milhões em dividendos extraordinários, totalizando R$ 97,1 milhões pagos. A companhia adota calendário trimestral via juros sobre capital próprio, buscando previsibilidade ao acionista.
Empresas de tecnologia na B3 despontam como opção para quem busca equilíbrio entre crescimento e renda. A CSU Digital se destaca como uma das principais pagadoras do setor, ainda pouco explorado pelo investidor de varejo, que costuma associar tecnologia a crescimento e reinvestimento como investir em dividendos na bolsa.