A Squadra Investimentos reduziu sua participação acionária no Inter (INBR32) para 4,93%, conforme documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (9). A gestora passou a deter 16 milhões de valores mobiliários da companhia. No comunicado, a Squadra afirma que a redução não tem como objetivo alterar a composição do controle acionário nem a estrutura administrativa do banco.
Enquanto diminui sua exposição no Inter, a gestora vê outro banco interessante: o Nubank. Em carta semestral, a Squadra diz que a sofisticação dos modelos do Nubank tem permitido ampliar a carteira sem deterioração equivalente na qualidade dos ativos. Mesmo com o aumento da inadimplência, a fintech segue com desempenho superior à média do mercado. A inteligência artificial também pode ajudar o banco a avançar sobre clientes de renda média e alta, público tradicionalmente atendido por instituições com estruturas mais caras. Um dos projetos nessa frente é o "AI Private Banker", um gerente virtual capaz de oferecer atendimento e recomendações mais personalizados.
A aposta passa ainda pela expansão internacional. Para a Squadra, o desempenho no México é a primeira demonstração de que o modelo do banco digital consegue ser exportado. Depois de dificuldades iniciais, a companhia construiu uma franquia relevante de depósitos e ampliou a carteira de crédito com relação considerada atrativa entre risco e retorno. Já a entrada nos Estados Unidos, recebida com ceticismo por parte do mercado, é vista como opção de crescimento que praticamente não está embutida no preço da ação. O Nubank deve começar pelo cartão de crédito para o público de massa e, depois, tentar repetir a trajetória brasileira, somando depósitos e outros produtos até se tornar o principal banco de seus clientes.
Em paralelo, a Squadra considera Hapvida (HAPV3) o "maior erro de sua história" e vê oportunidade em outras quatro ações, conforme noticiado pelo Money Times. análise de participações de gestoras
A redução no Inter ocorre em um momento de realocação de carteira da gestora. Para o investidor, o movimento reforça a importância de acompanhar mudanças de posição de grandes fundos, mas não deve ser lido como recomendação de compra ou venda. Cada decisão precisa considerar seu próprio horizonte e perfil de risco. Como sempre digo, risco que você não entende é risco dobrado. Diversificação e estudo próprio seguem sendo a base de qualquer estratégia consistente.
Este texto tem caráter informativo e não configura recomendação de investimento.