O Safra revisou preços-alvo e estimativas para Smart Fit (SMFT3), Lojas Renner (LREN3), Vivara (VIVA3) e Natura (NATU3) após os resultados do 2T26 e o cenário macroeconômico mais conservador para o segundo semestre de 2026. Duas varejistas seguem com recomendação Outperform (equivalente a compra), enquanto duas receberam avaliação neutra. Smart Fit permanece como a principal recomendação do banco, com preço-alvo mantido em R$ 25,50 e potencial de alta de 52%. O banco destaca a trajetória de crescimento da rede, com expectativa de aumento médio anual da receita de 20% entre 2025 e 2028, impulsionado pela expansão de lojas e um modelo que combina integração vertical e efeito rede. A divisão internacional, que representa cerca de 35% da receita, cresceu 23% no primeiro semestre de 2026, com rentabilidade acima da média. A ação negocia a 9,8 vezes o lucro estimado para 2027, abaixo da média histórica de aproximadamente 15 vezes.
Para Lojas Renner, o Safra reduziu o preço-alvo de R$ 20,50 para R$ 15, com alta potencial de 40%, mantendo a recomendação de compra. O banco reconhece melhorias em merchandising e gestão de estoques, mas a execução de vendas ficou abaixo dos pares no 2T26. A previsão de crescimento da receita no varejo foi revisada para um intervalo entre 4% e 8%, ante os 9% a 13% anteriores. A divisão de crédito Realize mostrou deterioração, com queda de 22% no lucro devido ao aumento das despesas operacionais, apesar da redução da carteira. A ação negocia a 7,6 vezes o lucro estimado para 2027, abaixo da média histórica.
A Vivara teve preço-alvo reduzido de R$ 24 para R$ 23, com potencial de alta de 5% e recomendação neutra. O ambiente macroeconômico complicado pode afetar a demanda, especialmente na divisão Life, principal motor de crescimento. Os estoques elevados, cerca de 580 dias, pressionam a rentabilidade, já que a menor produção reduz incentivos fiscais e a demanda mais fraca pode prolongar a normalização, aumentando a necessidade de descontos. A ação negocia a 7,8 vezes o lucro estimado para 2027, em leve prêmio em relação ao setor, mas com visibilidade limitada para recuperação.
A Natura teve preço-alvo reduzido de R$ 9 para R$ 8,50, com potencial de queda de 3% e recomendação neutra. A recuperação incerta da Avon LatAm e o desempenho fraco da Natura Brasil seguem como desafios. No primeiro semestre de 2026, as vendas recuaram 9% ano a ano, e a margem Ebitda ajustada caiu 250 pontos-base, refletindo desalavancagem operacional. A desaceleração da Natura Brasil se intensificou no 2T26, enquanto a Avon Brasil ficou abaixo do esperado. Com avaliação a 9,5 vezes o lucro estimado para 2027, o banco considera o risco-retorno menos atraente em comparação com os pares.