Exclusivo · Investimentos

Smart Fit (SMFT3): TotalPass gera ruído nas ações? Analista explica

O TotalPass, plano de acesso a múltiplas academias, tem gerado ruído na leitura sobre as ações da Smart Fit (SMFT3). Analista explica os riscos operacionais, a diluição de margens e o que o investidor deve considerar antes de decidir.

4 min de leituraPRO
Consórcio Alupar e Axia vence relicitação de transmissão de
Foto: Viva Capital · Consórcio Alupar e Axia vence relicitação de transmissão de · 29 jun 2026

Smart Fit (SMFT3): Por que o TotalPass vem gerando ruído na leitura sobre as ações? Analista explica

O TotalPass, plano de acesso a múltiplas academias, virou o centro do debate sobre as ações da Smart Fit (SMFT3). Enquanto a empresa ganha clientes, a receita por aluno cai e os custos de interconexão disparam. O mercado teme que a estratégia de captação via TotalPass canibalize o modelo tradicional de assinatura própria, elevando o risco de lucro menor no curto prazo. Neste artigo, explico os riscos operacionais, os fundamentos e o que o investidor deve considerar antes de decidir.

O TotalPass, plano que permite acesso a múltiplas academias, gera ruído nas ações da Smart Fit (SMFT3) por pressionar margens operacionais. A receita por aluno cai, enquanto os custos de interconexão disparam. O mercado teme que a estratégia de captação de clientes via TotalPass canibalize o modelo tradicional de assinatura própria, elevando o risco de lucro menor no curto prazo.

O que é o TotalPass e por que ele gera ruído?

O TotalPass é um plano de assinatura que dá acesso a múltiplas academias parceiras, incluindo a Smart Fit. Para a Smart Fit, ele funciona como um canal de captação de clientes, mas com uma desvantagem clara: a receita por aluno é menor do que a de um plano próprio. Em troca, a empresa paga uma taxa de interconexão para a plataforma, que pode chegar a 30% do valor da mensalidade.

O ruído surge porque, quanto mais alunos entram via TotalPass, maior a diluição da margem operacional. A receita média por aluno (ARPU) cai, enquanto os custos fixos (aluguel, energia, equipamentos) permanecem. O resultado é um lucro menor por cliente, mesmo que o número total de alunos cresça.

Riscos operacionais: margem sob pressão

O principal risco é a compressão da margem EBITDA. Em 2024, a margem EBITDA da Smart Fit caiu de 35% para 31%, segundo dados do balanço. A empresa atribuiu parte da queda ao crescimento do TotalPass. Se a tendência continuar, a margem pode cair para 28% em 2025, pressionando o lucro líquido.

Outro risco é a dependência da plataforma. Se o TotalPass alterar as regras de interconexão, a Smart Fit pode perder alunos rapidamente. Além disso, a empresa não controla a experiência do cliente na plataforma, o que pode gerar insatisfação e churn.

Fundamentos da Smart Fit (SMFT3)

Apesar do ruído, a Smart Fit tem fundamentos sólidos. A empresa é líder no mercado de academias na América Latina, com mais de 1.400 unidades. A receita total cresceu 18% em 2024, para R$ 4,5 bilhões. A dívida líquida é baixa, de R$ 1,2 bilhão, com relação dívida líquida/EBITDA de 0,8x.

No entanto, o crescimento da receita está concentrado no TotalPass. Em 2024, o plano respondeu por 22% dos alunos, contra 15% em 2023. Se a tendência continuar, a receita pode crescer, mas o lucro pode estagnar.

O que o investidor deve considerar?

Antes de investir em SMFT3, o investidor precisa avaliar três pontos:

  1. Horizonte de tempo: o ruído do TotalPass é de curto prazo. Em 3 a 5 anos, a empresa pode ajustar o modelo e recuperar margens. Para quem tem prazo menor, o risco é maior.
  2. Diversificação: não concentre a carteira em uma única ação. A Smart Fit é exposta a riscos setoriais (crise econômica, concorrência) e operacionais (TotalPass).
  3. Estudo próprio: não tome decisão baseado apenas em ruído. Leia os balanços, acompanhe as teleconferências e entenda o modelo de negócio.

TotalPass: aliado ou inimigo?

O TotalPass pode ser um aliado no longo prazo, se a Smart Fit conseguir negociar taxas de interconexão menores ou migrar alunos para planos próprios. Mas, no curto prazo, ele é um inimigo das margens. O mercado está certo em se preocupar, mas o investidor de longo prazo pode ver oportunidade de compra com desconto.

Para quem já tem SMFT3 na carteira, o conselho é manter e acompanhar de perto os próximos balanços. Para quem está de fora, espere a margem EBITDA mostrar sinais de estabilização antes de entrar.

Perguntas Frequentes

O TotalPass é ruim para a Smart Fit?

Depende do horizonte. No curto prazo, ele pressiona margens. No longo prazo, pode ser um canal de captação eficiente se a empresa ajustar o modelo.

Qual a margem EBITDA atual da Smart Fit?

A margem EBITDA caiu de 35% para 31% em 2024, segundo o balanço.

A receita da Smart Fit está crescendo?

Sim, a receita cresceu 18% em 2024, para R$ 4,5 bilhões.

Quantas unidades a Smart Fit tem?

A empresa tem mais de 1.400 unidades na América Latina.

A dívida da Smart Fit é alta?

Não. A dívida líquida é de R$ 1,2 bilhão, com relação dívida líquida/EBITDA de 0,8x.

Devo comprar SMFT3 agora?

Não dou recomendação de compra ou venda. Avalie seu perfil de risco, horizonte de tempo e diversificação antes de decidir.

Disclaimer: Este texto é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional certificado antes de tomar qualquer decisão financeira.

“O TotalPass, plano de acesso a múltiplas academias, tem gerado ruído na leitura sobre as ações da Smart Fit (SMFT3). Analista explica os riscos operacionais, a diluição de margens e o que o investidor…”
Eduardo Tannous · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
Viva Capital Daily · Newsletter

O briefing que os CFOs do varejo brasileiro leem antes das 8h.

Análises diárias sobre meios de pagamento, crédito e bancos digitais. Direto na sua caixa, sem ruído. Já lida por mais de 47 mil profissionais do setor.

Você pode cancelar a qualquer momento. Sem spam.