# Rio Bravo aposta em megafundo de R$ 442 milhões para ganhar escala em imobiliário

> A Rio Bravo propõe a integração de três fundos imobiliários de recebíveis em um megafundo de R$ 442 milhões. A operação, realizada menos de um ano após a aquisição da JPP, visa ganho de escala, liquidez e yield de 12,9% ao ano para os cotistas.

*Viva Capital · Investimentos · 23 de julho de 2026 · Adriana Buarque*

Menos de um ano após adquirir a JPP, a Rio Bravo propõe integrar três fundos imobiliários de recebíveis em um megafundo de R$ 442 milhões. A operação promete ganho de escala, liquidez e yield de 12,9% ao ano para os cotistas.

## Rio Bravo aposta em megafundo de R$ 442 milhões para ganhar escala em imobiliário

A Rio Bravo propõe integrar três fundos imobiliários de recebíveis em um megafundo de R$ 442 milhões, em mais um passo da integração com a JPP, adquirida há menos de um ano. O novo veículo terá patrimônio líquido de R$ 442 milhões, mais de 37 mil cotistas e uma carteira de 76 operações de crédito.

Pela proposta, o RBHG11 venderá integralmente sua carteira ao JPPA11, que também incorporará 50% dos ativos do OUJP11. Em troca, os cotistas dos dois fundos receberão cotas do futuro RBIC11.

## Por que a consolidação dos fundos?

Segundo Evandro Buccini, sócio e diretor de crédito da Rio Bravo, um fundo maior ganha mais visibilidade, atende aos critérios mínimos de liquidez exigidos por corretoras e casas de análise, entra em carteiras recomendadas e aumenta sua participação em índices de mercado.

"Temos visto uma tendência de consolidação de portfólios de FIIs. Ganho de liquidez, maior diversificação e escala para realizar negócios passaram a fazer parte da análise do investidor na mitigação de riscos", afirma.

## Yield projetado de 12,9% ao ano

A carteira projetada do novo fundo deve ter yield patrimonial estimado em 12,9% ao ano, considerando a distribuição prevista para os 12 meses a partir de agosto de 2026. Esse número supera os 11% projetados atualmente para o RBHG11.

O portfólio também passaria a ter 94% de exposição a CRIs, duration média de 2,4 anos, LTV de 45% e predominância de ativos indexados ao IPCA, cerca de 70% da carteira, enquanto aproximadamente 25% estariam atrelados ao CDI.

## Riscos e gestão

"Um fundo maior não elimina os riscos do crédito privado, mas amplia os instrumentos de gestão", diz Buccini. Uma carteira mais diversificada e uma base maior de cotistas permitem atuar com mais alternativas tanto na originação de novas operações quanto no acompanhamento dos ativos existentes.

## Impacto nos ativos sob gestão

Se aprovada, a operação elevará os ativos sob gestão da área de crédito da Rio Bravo para R$ 1,76 bilhão, ante R$ 1,5 bilhão registrados no fim de maio. Há menos de um ano, esse patrimônio era inferior a R$ 1 bilhão.

Segundo Buccini, a integração preservou toda a equipe e a estrutura da gestora adquirida, a JPP. "Levar essa proposta aos cotistas era o caminho natural. Buscamos uma estrutura em que todos saíssem ganhando e que preservasse uma equipe dedicada e complementar."

A consulta formal aos investidores ficará aberta até 28 de julho.

## Perguntas Frequentes

### O que é o megafundo da Rio Bravo?

É a proposta de unificar três fundos imobiliários de recebíveis (RBHG11, JPPA11 e OUJP11) em um único veículo de R$ 442 milhões.

### Qual o yield projetado?

12,9% ao ano, considerando a distribuição prevista para os 12 meses a partir de agosto de 2026.

### Quantos cotistas o novo fundo terá?

Mais de 37 mil cotistas.

### Quando termina a consulta aos investidores?

A consulta formal fica aberta até 28 de julho.

### O que muda para os cotistas do RBHG11 e OUJP11?

Eles receberão cotas do futuro RBIC11 em troca da venda integral ou parcial dos ativos de seus fundos.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/rio-bravo-aposta-megafundo-r-442-milhoes-ganhar-escala-imobiliario/
