# BBAS3, KNPR11 e carteiras: revisões da semana na B3

> BBAS3 (Banco do Brasil) teve preço-alvo reduzido pela XP Investimentos na primeira semana de setembro. KNPR11 (FII da Kinea) anunciou saída da B3. BTG Pactual promoveu ajustes em carteiras recomendadas. As revisões refletem mudanças de perspectivas para ações, fundos imobiliários e estratégias de investimento no mercado acionário brasileiro.

*Viva Capital · Investimentos · 07 de setembro de 2026 · Patrícia Mendonça*

A primeira semana de setembro trouxe revisões importantes na bolsa: corte no preço-alvo do Banco do Brasil (BBAS3) pela XP, saída de FII da Kinea da B3 e ajustes nas carteiras do BTG Pactual. Confira os destaques.

A primeira semana de setembro foi marcada por revisões relevantes na bolsa brasileira. A XP cortou o preço-alvo do Banco do Brasil (BBAS3) e a expectativa de dividendos, enquanto o fundo imobiliário Kinea Premium Properties (KNPR11) anunciou sua saída da B3. O BTG Pactual, por sua vez, ajustou suas carteiras recomendadas de ações e dividendos.

A ação do BB, que estava perto das mínimas desde 2023 após o balanço, ganhou fôlego com o 'trade' eleitoral, saltando mais de 20%. Apesar disso, a XP atualizou o preço-alvo para R$ 21, potencial de queda de 1,2% ante o fechamento de R$ 21,26, mantendo recomendação neutra. Segundo os analistas, a MP 1.376 pode melhorar a qualidade dos ativos e reduzir o custo de risco nos próximos trimestres.

O Kinea Premium Properties (KNPR11) informou que suas cotas deixarão de ser negociadas no mercado secundário da B3 a partir de 21 de setembro de 2026, como parte do processo de encerramento do fundo, com vencimento previsto para o fim de 2026. A Kinea concluiu a venda de parcela substancial dos ativos e se prepara para devolver os recursos aos cotistas.

O BTG Pactual manteve exposição a classes de ativos com melhores retornos em cenários positivo ou negativo. "Se o ajuste fiscal se concretizar, os juros de longo prazo devem cair e as ações de fluxo de caixa de long duration devem performar bem. Por outro lado, se a situação fiscal continuar se deteriorando, o real deve se enfraquecer ainda mais", diz o BTG.

A XP vê as teses de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) pressionadas. A CSN acumula queda de cerca de 28% no ano, refletindo preocupações com fluxo de caixa livre e balanço. "Acreditamos que os tradicionais motores de geração de caixa do grupo tenham se tornado menos favoráveis recentemente", afirma a corretora. A empresa deve cumprir obrigações com plano de financiamento, que será o mandato de Fabio Schvartsman como novo CEO, substituindo Benjamin Steinbruch.

Na carteira de dividendos, o BTG retirou Copasa (CSMG3) e incluiu Sanepar (SAPR11) e Sabesp (SBSP3). A Sabesp caiu cerca de 15% devido a despesas de marketing e call center, mas segue como aposta para 6 a 12 meses, com expectativa de crescimento de EBITDA e dividendos após a privatização.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/revisao-dividendos-banco-brasil-bbsa3-fii-saida-b3-acoes-potencial-ate-65/
