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Ações do varejo que crescem com juros altos: favoritas do BTG

ResumoO relatório do BTG Pactual sobre ações do varejo destaca empresas resilientes ao cenário de juros altos. As favoritas do banco incluem Lojas Renner, Magazine Luiza e Via, selecionadas por critérios como baixo endividamento e capacidade de geração de caixa. O documento alerta para riscos macroeconômicos e recomenda cautela ao investir em 2026.

O BTG Pactual divulgou relatório apontando ações do varejo que conseguem crescer mesmo com a Selic elevada. Conheça as favoritas, os critérios de seleção e as ressalvas para investir em 2026.

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Foto: Viva Capital · Juros das famílias seguem elevados e chegam a 64% ao ano, di · 07 jul 2026

Ações do varejo que crescem com juros altos: favoritas do BTG

Em um cenário de juros elevados, o varejo brasileiro enfrenta desafios de crédito e consumo. No entanto, o BTG Pactual divulgou relatório apontando ações do varejo que conseguem crescer apesar dos juros altos. A escolha das favoritas considera empresas com baixo endividamento, margens estáveis e capacidade de repassar custos. Segundo o banco, Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3) e Grupo Soma (SOMA3) estão entre as que se destacam.

Critérios que o BTG usou para selecionar as favoritas

O BTG Pactual analisou três pilares para identificar as ações do varejo que podem crescer com juros altos. O primeiro é a alavancagem financeira: empresas com dívida líquida sobre EBITDA abaixo de 1,5 vez são consideradas seguras. O segundo é a geração de caixa operacional, medida pelo fluxo de caixa livre. O terceiro é a resiliência da demanda, ou seja, se o produto ou serviço é essencial ou tem baixa elasticidade de preço.

Lojas Renner (LREN3): eficiência operacional como diferencial

A Lojas Renner é uma das favoritas do BTG por ter um dos menores níveis de endividamento do setor. A empresa mantém uma relação dívida líquida/EBITDA abaixo de 0,5 vez, o que reduz o impacto dos juros altos sobre o resultado. Além disso, a Renner possui um modelo de gestão de estoque eficiente e uma base de clientes fiéis, o que sustenta as vendas mesmo em períodos de aperto de crédito.

Magazine Luiza (MGLU3): reestruturação e presença digital

O Magazine Luiza passou por um processo de reestruturação financeira nos últimos anos, reduzindo custos e focando em canais digitais. Segundo o relatório do BTG, a empresa conseguiu melhorar a margem EBITDA de 5% para 8% em 2025, impulsionada pelo marketplace e serviços financeiros. A ação é considerada uma aposta de médio prazo, com potencial de valorização se os juros começarem a cair.

Grupo Soma (SOMA3): nicho de luxo e baixa sensibilidade a juros

O Grupo Soma, dono de marcas como Farm e Animale, atua no segmento de moda premium, que tem menor sensibilidade a variações de juros. O BTG destaca que a empresa possui margem bruta acima de 60% e dívida líquida negativa, ou seja, caixa superior à dívida. Isso a coloca em posição confortável para investir em crescimento mesmo com a Selic elevada.

Como os juros altos afetam o varejo brasileiro

A taxa Selic, definida pelo Banco Central, influencia diretamente o custo do crédito ao consumidor e o custo de capital das empresas. Em maio de 2026, a Selic encerrou em 9,75%, patamar que ainda pressiona o consumo de bens duráveis. No entanto, o varejo de alimentos e o de moda básica tendem a ser menos afetados, pois a demanda é menos elástica.

Riscos e ressalvas ao investir em ações do varejo

Investir em ações do varejo com juros altos exige cautela. Mesmo as favoritas do BTG podem sofrer com queda no consumo se o desemprego aumentar ou se a inflação corroer a renda. É importante diversificar e não concentrar a carteira em um único setor. Consulte um assessor de investimentos para alinhar as escolhas ao seu perfil de risco.

Perguntas Frequentes

O que significa Selic elevada para o varejo?

A Selic elevada encarece o crédito ao consumidor e o custo de capital das empresas, reduzindo a capacidade de investimento e de consumo. Setores como eletroeletrônicos e automóveis são os mais impactados.

Quais são os principais riscos das ações do varejo?

Os principais riscos são a queda no consumo, o aumento da inadimplência, a concorrência de marketplaces e a volatilidade cambial que afeta custos de importação.

Como escolher uma ação do varejo para investir?

Analise indicadores como dívida líquida/EBITDA, margem EBITDA, fluxo de caixa livre e crescimento de receita. Prefira empresas com baixa alavancagem e forte presença digital.

O BTG recomenda comprar essas ações agora?

O relatório do BTG é uma análise setorial, não uma recomendação individual de compra. Cada investidor deve avaliar seu perfil e objetivos antes de investir.

Qual o prazo para essas ações valorizarem?

A valorização depende da queda dos juros e da melhora do consumo. O BTG projeta cenário de médio prazo (12 a 18 meses) para as favoritas. análise de ações do varejo para iniciantes

Como a inflação afeta o varejo?

A inflação corrói o poder de compra das famílias e pode reduzir o volume de vendas. Empresas com poder de repasse de preços, como as de luxo, sofrem menos.

“O BTG Pactual divulgou relatório apontando ações do varejo que conseguem crescer mesmo com a Selic elevada. Conheça as favoritas, os critérios de seleção e as ressalvas para investir em 2026.”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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