O Ibovespa (IBOV) saltou mais de 4 mil pontos nesta terça-feira (8), puxado pelo otimismo com o cenário doméstico. O gatilho veio das pesquisas eleitorais à Presidência, da Quaest e do BTG Pactual/Nexus, que indicaram uma redução na diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na máxima do dia, o principal índice da bolsa avançou 2,34%, aos 189.487,70 pontos. Por volta das 13h40 (de Brasília), o IBOV tinha alta de 1,27%, aos 187.495,30 pontos.
O que explica essa reação? Segundo Leonel Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX, os investidores seguem de olho nas novas pesquisas de intenção de voto, com o estreitamento da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro. "A reação dos mercados financeiros sugere que parte dos investidores enxerga uma eventual alterância de poder como um cenário mais favorável, diante da expectativa de uma política fiscal mais conservadora", disse. Na pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (7), Lula e Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados, com 41% das intenções de voto no segundo turno. Já no levantamento BTG Pactual/Nexus, o senador superou o presidente pela primeira vez na série iniciada em 30 de março: 46% contra 45%.
No exterior, o petróleo também chamou atenção. A commodity chegou a bater US$ 100 o barril mais cedo, após ataques dos houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, à infraestrutura energética da Arábia Saudita. Por isso, as petroleiras lideraram os ganhos: a Prio (PRIO3) subiu 3,26%, a R$ 62,15; a PETR3 avançou 0,96% (R$ 52,51) e a PETR4, 1,27% (R$ 47,71). A Vale (VALE3) também teve alta de 1,49% (R$ 79,79), beneficiada pelo "trade eleitoral". Na ponta negativa, a Azzas (AZZA3) caiu 2,60%, a R$ 17,23.
O dólar à vista recuava 0,76%, a R$ 5,0916, por volta das 13h38, acompanhando o movimento global do DXY, que caía 0,28%. Para Mattos, a percepção de menor risco tem "favorecido o fortalecimento do real, contribuindo para a queda da taxa de câmbio". Para nós, que planejamos o longo prazo, o movimento mostra como eventos políticos e externos podem mexer com a renda variável no curto prazo. O caminho segue sendo diversificar e manter o foco nos objetivos da família, em vez de reagir a cada oscilação. como investir em ações com segurança