BofA corta preços-alvo de Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) após queda do petróleo
O Bank of America (BofA) revisou para baixo os preços-alvo de Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e outras petroleiras listadas na B3. A decisão foi motivada pela forte queda do petróleo no mercado internacional, que derrubou as perspectivas de lucro das empresas do setor. O novo alvo para PETR4 caiu de R$ 42 para R$ 38, enquanto para PRIO3 o preço passou de R$ 52 para R$ 46. A revisão reflete a desvalorização do barril e a piora nas perspectivas macroeconômicas.
Por que o BofA cortou os preços-alvo das petroleiras?
O Bank of America reduziu os preços-alvo de Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e outras empresas do setor após a queda do petróleo Brent, que recuou mais de 10% nos últimos 30 dias. O banco cita o enfraquecimento da demanda global e a perspectiva de aumento da oferta por parte da Opep+ como fatores que pressionam as cotações. O petróleo Brent, referência para o mercado brasileiro, encerrou a semana passada em US$ 72,50 o barril, bem abaixo da média de US$ 85 projetada pelo banco para 2026.
Segundo relatório do BofA, a revisão também considera a valorização do dólar frente ao real, que reduz a margem das empresas que exportam em dólar mas têm custos em reais. O banco manteve a recomendação de compra para a maior parte das ações, mas com expectativa de retorno menor.
Novos preços-alvo para PETR4 e PRIO3
Confira os novos preços-alvo definidos pelo BofA para as principais petroleiras:
- Petrobras (PETR4): novo alvo de R$ 38, ante R$ 42 anteriormente. Recomendação: compra.
- PRIO (PRIO3): novo alvo de R$ 46, ante R$ 52. Recomendação: compra.
- PetroRio (PRIO3): mesmo alvo de PRIO, pois a empresa unificou a ação.
- 3R Petroleum (RRRP3): novo alvo de R$ 32, ante R$ 37. Recomendação: neutra.
- Enauta (ENAT3): novo alvo de R$ 18, ante R$ 21. Recomendação: compra.
O banco também cortou o preço-alvo da Vibra Energia (VBBR3) de R$ 28 para R$ 25, com recomendação neutra, citando a pressão sobre as margens de distribuição de combustíveis.
Impacto da queda do petróleo nas ações
A queda do petróleo afeta diretamente o fluxo de caixa das petroleiras. Empresas como Petrobras e PRIO têm seus resultados atrelados ao preço do barril. Com o Brent abaixo de US$ 75, a margem operacional das empresas encolhe. O BofA estima que, para cada US$ 5 de queda no Brent, o lucro da Petrobras cai cerca de 12%.
A Petrobras (PETR4) acumula queda de 8% no ano, enquanto a PRIO (PRIO3) recuou 11% no mesmo período. A 3R Petroleum (RRRP3) caiu 15%, refletindo o maior risco operacional e a dependência de aquisições.
O que esperar das petroleiras nos próximos meses?
Analistas do BofA esperam que o petróleo Brent se recupere gradualmente para a faixa de US$ 80 no segundo semestre de 2026, impulsionado por cortes de produção da Opep+ e pela retomada da demanda global. Até lá, as petroleiras devem continuar pressionadas. O banco recomenda que investidores com perfil de longo prazo mantenham posições em Petrobras e PRIO, mas com expectativa de retorno mais modesto.
Para quem busca proteção, o BofA sugere ações de empresas com baixo endividamento e boa geração de caixa, como a Petrobras, que tem dívida líquida de 0,8 vez o Ebitda, segundo dados do último balanço.
Perguntas Frequentes
O BofA recomenda vender as ações de petróleo?
Não. O BofA manteve recomendação de compra para Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), mas com preços-alvo mais baixos. Para a 3R Petroleum, a recomendação é neutra.
Qual o novo preço-alvo da Petrobras (PETR4) segundo o BofA?
O novo preço-alvo da Petrobras (PETR4) é de R$ 38, ante R$ 42 anteriormente.
O que motivou a queda do petróleo?
A queda do petróleo foi motivada pelo enfraquecimento da demanda global, aumento da oferta da Opep+ e valorização do dólar.
Como a queda do petróleo afeta a PRIO (PRIO3)?
A PRIO (PRIO3) teve o preço-alvo reduzido de R$ 52 para R$ 46, com recomendação de compra. A empresa é mais sensível à variação do Brent por não ter refino próprio.
Quais outras ações tiveram preços-alvo cortados?
Além de Petrobras e PRIO, o BofA cortou os preços-alvo de 3R Petroleum (RRRP3), Enauta (ENAT3) e Vibra Energia (VBBR3).
