# Ozempic no Mercado Livre: XP vê avanço estratégico no México e modelo para o Brasil

> A XP Investimentos considera a venda de Ozempic no Mercado Livre (MELI34) no México um avanço estratégico replicável no Brasil. O movimento depende da superação de barreiras regulatórias e logísticas locais. A análise destaca o potencial de expansão do marketplace para medicamentos, mas ressalta desafios específicos do mercado brasileiro.

*Viva Capital · Investimentos · 02 de julho de 2026 · Thiago Vasques*

A XP Investimentos vê na venda de Ozempic no Mercado Livre (MELI34) no México um movimento estratégico que pode ser replicado no Brasil. Mas o cenário regulatório e logístico impõe barreiras. Analiso os detalhes.

## Ozempic no Mercado Livre (MELI34): XP vê avanço estratégico no México; modelo virá para o Brasil?

A XP Investimentos identificou na venda de Ozempic (semaglutida) no Mercado Livre (MELI34) no México um movimento estratégico que pode reposicionar a plataforma no segmento de saúde. O modelo, que conecta farmácias licenciadas a consumidores via marketplace, levanta a pergunta: quando e como chegará ao Brasil? A resposta envolve regulação, logística e riscos reais.

**Venda de Ozempic no Mercado Livre no México: o que a XP vê**

Segundo relatório da XP, a inclusão de medicamentos controlados como Ozempic no catálogo do Mercado Livre mexicano não é apenas uma novidade comercial. Representa uma aposta em alta recorrência de compra e ticket médio elevado. O Ozempic, usado para diabetes tipo 2 e perda de peso, tem demanda crescente globalmente. A XP destaca que o modelo mexicano opera com farmácias parceiras que já possuem licenças locais, o que reduz riscos de falsificação.

No México, a venda de medicamentos sob prescrição em marketplaces é permitida desde que haja parceria com estabelecimentos autorizados pela Cofepris (equivalente à Anvisa). O Mercado Livre atua como intermediário, não como vendedor direto. A XP vê nisso um teste para expandir para outros países da América Latina.

**O modelo pode vir para o Brasil? Barreiras regulatórias**

A Anvisa proíbe a venda de medicamentos sujeitos a prescrição médica fora de farmácias físicas ou drogarias online devidamente registradas. A resolução RDC 585/2021 permite a comercialização online apenas por estabelecimentos com alvará sanitário e sistema de prescrição eletrônica. Um marketplace aberto como o Mercado Livre não se enquadra nessa regra.

Para replicar o modelo mexicano, o Mercado Livre precisaria firmar parcerias com redes de farmácias que já operam e-commerce, como Droga Raia, Drogasil ou Pacheco, e atuar como vitrine, não como plataforma de venda direta. A XP menciona que esse movimento é possível, mas depende de negociações que ainda não são públicas.

**Ozempic e a demanda reprimida no Brasil**

O Ozempic (semaglutida) da Novo Nordisk é um dos medicamentos mais buscados no Brasil para controle de peso. Dados da Anvisa indicam que a demanda supera a oferta em algumas regiões, gerando filas em farmácias e tentativas de compra online em sites não autorizados. A venda em marketplaces regulados poderia ampliar o acesso, mas também o risco de falsificação.

A Novo Nordisk alerta que o Ozempic só deve ser adquirido em farmácias credenciadas, com receita médica. No Brasil, a venda irregular de semaglutida em plataformas como Shopee e Mercado Livre já foi alvo de fiscalização da Anvisa em 2025.

**Impacto no MELI34: o que o investidor precisa saber**

Para quem investe em MELI34 (BDR do Mercado Livre), a notícia é positiva no longo prazo, mas não isenta de riscos. A XP manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 1.800 por BDR, citando a diversificação de receitas e o potencial do segmento de saúde. Contudo, alerta que a regulação brasileira pode atrasar ou inviabilizar o modelo.

O avanço no México deve gerar receita incremental já no segundo semestre de 2026, mas o impacto no EBITDA consolidado ainda é pequeno. A XP estima que o segmento de saúde represente menos de 2% do GMV total do Mercado Livre na América Latina.

**Riscos reais: falsificação, regulação e concorrência**

O maior risco é a venda de medicamentos falsificados. Em 2025, a Anvisa apreendeu lotes de semaglutida falsa vendidos online no Brasil. O Mercado Livre tem programas de verificação de vendedores, mas a responsabilidade legal em caso de danos ao consumidor ainda é nebulosa.

A concorrência também existe: a Amazon já testa venda de medicamentos nos EUA e pode expandir para o Brasil. A Rappi e iFood também têm parcerias com farmácias. O Mercado Livre precisa de vantagem clara em logística ou preço.

**Perguntas Frequentes**

### Ozempic pode ser comprado no Mercado Livre Brasil hoje?

Não. A Anvisa proíbe a venda de medicamentos controlados em marketplaces abertos. O modelo mexicano não se aplica ao Brasil sem mudanças regulatórias.

### A XP recomenda comprar MELI34 por causa do Ozempic?

A XP já recomendava MELI34 antes. A venda de Ozempic no México é um fator positivo adicional, mas não o principal. O preço-alvo considera o conjunto do negócio.

### O Mercado Livre vai vender medicamentos no Brasil?

Há possibilidade, mas depende de parcerias com farmácias licenciadas. Nada foi anunciado oficialmente até junho de 2026.

### Qual o risco de comprar Ozempic online no Brasil?

Alto. Medicamentos falsificados podem causar danos à saúde. Sempre compre em farmácias físicas ou drogarias online registradas na Anvisa.

### O que é MELI34?

É o BDR (Brazilian Depositary Receipt) do Mercado Livre negociado na B3. Cada BDR representa fração de uma ação da empresa listada na Nasdaq.

Como investir em BDRs de forma segura Entenda a regulação da Anvisa para medicamentos online Ozempic vs. Wegovy: diferenças e riscos

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/ozempic-mercado-livre-meli34-xp-ve-avanco-estrategico-mexico-modelo-vira-brasil/
