O ouro retomou os US$ 4.000 por onça troy nesta sexta-feira, 23 de maio de 2026, impulsionado pela escalada no Oriente Médio. Apesar do salto diário de 1,8%, o metal acumula recuo semanal de 1,2%, refletindo a realização de lucros e a espera por novos sinais do Fed sobre juros.
O ouro retomou os US$ 4.000 por onça troy nesta sexta, 23 de maio de 2026, impulsionado pela escalada no Oriente Médio. Apesar do salto diário de 1,8%, o metal acumula recuo semanal de 1,2%, refletindo a realização de lucros e a espera por novos sinais do Fed sobre juros.
Por que o ouro subiu com a escalada no Oriente Médio?
A escalada no Oriente Médio, com novos ataques aéreos na fronteira entre Israel e Líbano, elevou a busca por ativos de refúgio. Segundo analistas do Banco Central Europeu, o ouro é o principal beneficiário em momentos de aversão ao risco global. O metal subiu 1,8% no dia, atingindo US$ 4.018 a onça.
Eu vejo esse movimento como esperado: quando o cenário geopolítico esquenta, o ouro sobe. Mas o que me preocupa é o recuo semanal. Isso sugere que o mercado não está comprando qualquer alta, há uma cautela com os próximos passos do Fed.
Recuo semanal: o que puxou o ouro para baixo?
Apesar do salto de sexta, o ouro acumula queda de 1,2% na semana. O principal motivo foi a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, na quarta-feira (21), indicando que os juros americanos podem permanecer elevados por mais tempo. Dados oficiais do Fed mostram que a taxa básica está em 5,50% ao ano.
Juros altos nos EUA reduzem o apelo do ouro, que não rende juros. Quando o dólar sobe, o metal fica mais caro para investidores de outras moedas. Foi o que aconteceu: o índice DXY subiu 0,8% na semana, pressionando o ouro.
O que esperar do ouro nas próximas semanas?
A trajetória do ouro depende de dois fatores: a evolução do conflito no Oriente Médio e os próximos dados de inflação nos EUA. Se a tensão escalar ainda mais, o ouro pode buscar novos recordes. Se o Fed mantiver o tom hawkish, o metal deve oscilar entre US$ 3.900 e US$ 4.100.
No Brasil, o ouro também é influenciado pelo câmbio. Com o dólar a R$ 5,80, o metal em reais fica mais caro para o investidor local. Quem já tem posição pode segurar; quem quer entrar, precisa de estômago para a volatilidade.
Como investir em ouro agora?
Para o pequeno investidor, o caminho mais prático são os ETFs de ouro, como o GOLD11, que replica o preço do metal em reais. Outra opção são os contratos futuros na B3, mas exigem maior capital e conhecimento.
Minha recomendação: não compre na alta de pânico. Espere um recuo para US$ 3.950 e monte posição gradual. O ouro é seguro no longo prazo, mas comprar no pico pode gerar perdas de curto prazo.
Perguntas Frequentes
O ouro pode cair mais?
Sim, se o Fed subir juros ou se o conflito no Oriente Médio arrefecer. O suporte imediato está em US$ 3.900.
Vale a pena comprar ouro agora?
Depende do seu horizonte. Para longo prazo (acima de 5 anos), sim. Para curto prazo, o risco de correção é alto.
O que é mais seguro: ouro ou dólar?
O ouro protege contra inflação e crises geopolíticas; o dólar protege contra desvalorização do real. Ambos têm funções diferentes.
Como o conflito no Oriente Médio afeta o ouro?
Aumenta a demanda por refúgio, elevando o preço. Quanto maior a tensão, maior a alta.
Qual o melhor ETF de ouro no Brasil?
O GOLD11 é o mais líquido, com taxa de administração de 0,50% ao ano.