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Ouro recua com dólar forte e Treasuries em alta após inflação dos EUA

ResumoO ouro recuou nesta quarta-feira (26) com o dólar forte e a alta dos Treasuries, após o índice PCE dos EUA subir 0,2% em julho. O dado de inflação reforçou a expectativa de juros elevados por mais tempo, pressionando o metal precioso. O movimento reflete a reação do mercado à política monetária americana.

O ouro encerrou em queda nesta quarta-feira (26), pressionado pelo dólar forte e pela alta dos Treasuries, após dados de inflação dos EUA. O PCE subiu 0,2% em julho, reforçando a perspectiva de juros elevados por mais tempo. Veja os números.

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Ouro recua com dólar forte e Treasuries em alta após inflação dos EUA
Foto: Viva Capital · Ouro recua com dólar forte e Treasuries em alta após inflação dos EUA · 26 ago 2026

O ouro encerrou as negociações desta quarta-feira (26) em queda, pressionado pelo fortalecimento do dólar e pelo avanço dos juros dos Treasuries. O movimento veio após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a perspectiva de juros elevados por mais tempo.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro fechou em baixa de 0,88%, a US$ 4.653,30 por onça-troy. A prata para setembro também recuou, caindo 0,96%, a US$ 68,02 por onça-troy.

O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), subiu 0,2% em julho. No acumulado do ano, a inflação preferida do Federal Reserve apontou alta de 3,7%, acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano. Os economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6%.

O dado reforçou a leitura de uma postura mais restritiva do Fed, o Banco Central norte-americano. Com isso, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA voltaram a operar em alta.

"A inflação continua avançando lentamente em direção à meta, mantendo firmemente em jogo a possibilidade de uma alta de juros ainda este ano", afirmou o economista-chefe internacional, James Knightley, do ING. Segundo ele, os "reembolsos" relacionados às tarifas, o crescimento fraco dos salários, a desaceleração dos aluguéis residenciais e a estabilidade nos mercados de energia continuarão empurrando a inflação em direção a 2% nos próximos 12 meses.

Na visão do ING, isso sustenta a perspectiva de que os juros nos EUA permanecerão estáveis até meados de 2027, na faixa atual de 3,50% a 3,75% ao ano. A Capital Economics também espera um aumento de 25 pontos-base em dezembro deste ano pelo Fed, seguido por outro no início de 2027. Apesar disso, a consultoria avalia que o PCE acima do esperado não será suficiente para convencer o Fed a elevar as taxas já em setembro.

Os investidores ainda aguardam o discurso de estreia de Kevin Warsh no Simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira (28). Para quem acompanha o mercado de metais, o cenário aponta para mais volatilidade nos próximos dias, com o dólar e os juros americanos ditando o ritmo. Acompanhe os desdobramentos e ajuste suas posições com cautela.

“O ouro encerrou em queda nesta quarta-feira (26), pressionado pelo dólar forte e pela alta dos Treasuries, após dados de inflação dos EUA. O PCE subiu 0,2% em julho, reforçando a perspectiva de juros…”
Patrícia Mendonça · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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