Exclusivo · Investimentos

Ouro fecha em baixa acima de 1%, com alta do petróleo e dos juros dos Treasuries

ResumoO ouro fechou em queda de 1,07% na Comex nesta segunda-feira (31), com o contrato para dezembro a US$ 4.481,5 por onça-troy. A pressão veio da alta do petróleo e dos juros dos Treasuries. Apesar do recuo diário, o metal acumulou ganho de 10,68% em outubro.

O ouro fechou em queda de mais de 1% nesta segunda-feira (31), pressionado pela alta do petróleo e dos juros dos Treasuries. Na Comex, o contrato para dezembro caiu 1,07%, a US$ 4.481,5 por onça-troy, mas acumulou alta de 10,68% no mês.

2 min de leituraPRO
Ouro fecha em baixa acima de 1%, com alta do petróleo e dos juros dos Treasuries
Foto: Viva Capital · Ouro fecha em baixa acima de 1%, com alta do petróleo e dos juros dos Treasuries · 31 ago 2026

O contrato mais líquido do ouro fechou em queda de mais de 1% nesta segunda-feira (31), seguindo o avanço dos preços do petróleo e os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, na última semana. A elevação na cotação da commodity reforça pressões inflacionárias, enquanto a postura do dirigente apontou para uma autoridade mais comprometida com o combate ao aumento de preços.

Os rendimentos dos Treasuries subiram, pressionando o metal, que não rende juros. Por sua vez, no mês, o ouro acumulou ganhos. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,07%, a US$ 4.481,5 por onça-troy, subindo 10,68% no mês. A prata para dezembro caiu 1,16%, a US$ 66,99 por onça-troy. No mês, a alta foi de 15,78%.

"Ataques dos EUA perto do Estreito de Ormuz trouxeram um novo fator de pressão negativa com a alta do petróleo, elevando as expectativas de inflação", afirma Kaynat Chainwala, da Kotak Neo. "A tendência daqui em diante permanece atrelada à trajetória das taxas de juros do Fed, uma vez que novos sinais de postura mais restritiva prolongariam a retração, enquanto uma estabilização nos rendimentos dos títulos poderia estabilizar os preços".

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, avaliou que o mercado de Treasuries tem mostrado desempenho superior ao de pares internacionais e minimizou o potencial de iniciativas de recompra de títulos para alterar, por si só, a dinâmica das taxas. O movimento recente do mercado de renda fixa deve ser lido em um contexto global de escalada dos rendimentos soberanos, sem que isso implique deterioração específica dos papéis americanos, segundo ele.

No horizonte de quem planeja a aposentadoria, o movimento do ouro interessa menos pela volatilidade diária e mais pelo que sinaliza sobre juros e inflação globais. Taxas mais altas por mais tempo tendem a favorecer renda fixa de longo prazo, enquanto o ouro segue como proteção em cenários de pressão inflacionária. O primeiro passo, aqui, é revisar a alocação com um olhar de década, não de semana.

“O ouro fechou em queda de mais de 1% nesta segunda-feira (31), pressionado pela alta do petróleo e dos juros dos Treasuries. Na Comex, o contrato para dezembro caiu 1,07%, a US$ 4.481,5 por onça-troy,…”
Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
Viva Capital Daily · Newsletter

O briefing que os CFOs do varejo brasileiro leem antes das 8h.

Análises diárias sobre meios de pagamento, crédito e bancos digitais. Direto na sua caixa, sem ruído. Já lida por mais de 47 mil profissionais do setor.

Você pode cancelar a qualquer momento. Sem spam.