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Ouro cai com Oriente Médio e Fed no radar: veja o impacto

ResumoO ouro encerrou em baixa nesta quinta-feira (6), pressionado pelo acordo de reabertura do Estreito de Ormuz e pela expectativa sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed). O metal recuou com a redução do risco geopolítico no Oriente Médio, enquanto investidores aguardam sinais sobre cortes de juros nos EUA. A queda reflete ajuste de posições diante do cenário misto.

O ouro encerrou em baixa nesta quinta-feira (6) com o acordo de reabertura do Estreito de Ormuz e os temores sobre os próximos passos do Fed. Veja os números e o que esperar.

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Foto: Viva Capital · Alcolumbre sobre Lula: diálogo restabelecido, sem passado · 06 ago 2026

Ouro cai com Oriente Médio e Fed no radar: o que muda para o investidor

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (6) em baixa, pressionado por dois fatores: os desdobramentos do acordo de reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa sobre a política monetária dos Estados Unidos. Para quem acompanha o mercado de metais, o movimento mostra como eventos geopolíticos e decisões de juros andam juntos.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro caiu 0,13%, a US$ 4.299,6 por onça-troy. A prata para setembro recuou 1,09%, a US$ 61,606 por onça-troy. Quem negocia esses ativos sabe: qualquer sinal de mudança nos juros americanos mexe direto com o preço.

Por que o ouro caiu com o Estreito de Ormuz?

O metal dourado perdeu força com a informação da agência de notícias iraniana Fars. Segundo a Fars, o acordo de reabertura do Estreito de Ormuz prevê que navios dos Estados Unidos, de Israel e de "países hostis" não atravessem a hidrovia. Além disso, embarcações que quebrarem as regras estipuladas pelo Irã e por Omã estarão sujeitas a uma multa de 20% do valor total da carga transportada.

Essa notícia teve efeito imediato no petróleo: os preços do Brent para outubro saltaram mais de 3%. Quando o petróleo sobe, o ouro costuma perder espaço, porque os investidores migram para outros ativos.

O Fed no radar: juros podem subir em setembro

O outro fator que pesou foi a política monetária americana. Segundo o jornal Financial Times, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, está preparado para elevar os juros na reunião de setembro, caso os dados de inflação voltem a piorar.

Com essa notícia, os títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, voltaram a subir nesta quinta-feira. O dólar também ganhou força globalmente: o índice DXY, que compara a divisa a outras seis moedas fortes, subiu 0,25%, aos 99,940 pontos.

Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, a expectativa por uma alta de juros na próxima reunião do Fed, em setembro, é de 56,5%. Por ora, 43,5% preveem que os Fed Funds sigam no intervalo entre 3,50% e 3,75%. Em outras palavras, o mercado ainda está dividido, mas a maioria já aposta no aperto.

O que esperar do payroll de julho

Apesar dos dados mais fracos recentes do mercado de trabalho dos Estados Unidos, a expectativa é de ganho de fôlego no payroll de julho, depois dos resultados abaixo do esperado em junho. Isso diminuiria as preocupações de emprego para que o Fed possa focar em sua meta de inflação de 2% ao ano.

A mediana das 25 estimativas reunidas pelo Projeções Broadcast aponta para a criação de 80 mil vagas, com previsões que variam entre 63 mil e 130 mil postos de trabalho. Se confirmada, a leitura representará aceleração frente à abertura de 57 mil vagas em junho.

Como isso afeta seu bolso e seus investimentos

Se você tem ouro na carteira, seja via fundos, ETFs ou contratos, o cenário de juros altos nos EUA tende a pressionar o metal no curto prazo. Juros mais altos tornam os Treasuries mais atrativos, e o ouro, que não paga rendimento, perde competitividade.

Mas não é motivo para pânico. O ouro segue sendo uma proteção contra incertezas geopolíticas, como o caso do Estreito de Ormuz mostra. A queda de 0,13% é pequena, e o movimento pode se reverter conforme os dados de emprego saírem.

Para quem está começando, minha recomendação é não tomar decisão baseada em um único pregão. Acompanhe o payroll de julho e a reunião do Fed em setembro. Esses dois eventos devem definir o rumo do ouro nas próximas semanas. como investir em ouro no Brasil impactos do Fed nos investimentos

Perguntas Frequentes

O ouro caiu quanto nesta quinta-feira?

O ouro para dezembro caiu 0,13%, a US$ 4.299,6 por onça-troy, na Comex.

Por que o ouro caiu com o acordo de Ormuz?

A notícia da agência Fars sobre a reabertura do Estreito de Ormuz elevou o petróleo em mais de 3%, e o ouro perdeu força como ativo de refúgio.

Qual a chance de alta de juros pelo Fed em setembro?

Segundo o Fed Watch, do CME Group, a expectativa é de 56,5% para uma alta de juros na reunião de setembro.

O que é o payroll e por que importa?

É o relatório de empregos dos EUA. A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta para 80 mil vagas em julho, contra 57 mil em junho.

“O ouro encerrou em baixa nesta quinta-feira (6) com o acordo de reabertura do Estreito de Ormuz e os temores sobre os próximos passos do Fed. Veja os números e o que esperar.”
Adriana Buarque · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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