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Ouro cai 1% com payroll forte e alta dos Treasuries

ResumoOuro registrou queda de 1% no fechamento, com o contrato mais líquido abaixo de US$ 4.500 a onça. O movimento refletiu o payroll forte de agosto, que elevou o dólar e os rendimentos dos Treasuries. A pressão sobre o metal precioso ocorreu em meio a expectativas de política monetária mais restritiva nos Estados Unidos.

O contrato mais líquido do ouro fechou em queda de 1%, abaixo de US$ 4.500 a onça, após payroll forte em agosto. Movimento foi impulsionado pela alta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.

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Ouro cai 1% com payroll forte e alta dos Treasuries
Foto: Viva Capital · Ouro cai 1% com payroll forte e alta dos Treasuries · 04 set 2026

O contrato mais líquido do ouro fechou em queda de 1%, perdendo o nível de US$ 4.500 a onça-troy, após o payroll de agosto vir mais forte que o esperado. O metal recuou 1,37%, a US$ 4.476,6 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), cedendo 1,15% na semana.

A criação de empregos bem acima do esperado sugere espaço para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevar juros nas próximas reuniões. Isso fortaleceu o dólar e impulsionou os rendimentos dos Treasuries, movimentos que pressionam a cotação do metal. A prata para dezembro também caiu 1,41%, a US$ 66,74 por onça-troy, recuando 1,53% na semana.

O payroll de agosto reforçou o argumento para uma alta de juros pelo Fed em setembro, avalia o ING, embora a decisão final ainda dependa do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da próxima sexta-feira (11). Para o banco holandês, a leitura de inflação provavelmente não será fraca o suficiente para impedir um novo aperto monetário.

"É provável que a atenção do mercado se volte para os dados de inflação de agosto. Caso esses números indiquem apenas pressões moderadas sobre os preços, é provável que o mercado reduza ainda mais suas expectativas em relação às taxas de juros, oferecendo suporte adicional ao ouro", avalia o Commerzbank.

Enquanto isso, o Banco Central da Holanda transferiu cerca de US$ 12 bilhões em ouro que estavam depositados no Fed de Nova York para Londres, seguindo o que já tinha sido feito pelo BC francês, que levou parte de seu ouro dos EUA para Paris. Para Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, o movimento mostra o nível de desconfiança que o governo norte-americano atingiu.

"O impacto econômico ou financeiro direto dessas ações será mínimo", diz Krugman. "Não haverá sequer grandes remessas transatlânticas de ouro: os bancos centrais estrangeiros venderão seu ouro de Nova York para compradores privados nos Estados Unidos e o reabastecerão com compras de vendedores privados na Europa".

Para quem acompanha o mercado de metais, a semana que vem traz o CPI como próximo catalisador. Se a inflação vier moderada, o ouro pode encontrar suporte adicional; se surpreender para cima, a pressão sobre o metal tende a continuar.

“O contrato mais líquido do ouro fechou em queda de 1%, abaixo de US$ 4.500 a onça, após payroll forte em agosto. Movimento foi impulsionado pela alta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.”
Henrique Salomão · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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