# Onde investir além do Ibovespa: 2 recomendações do ASA

> Rogério Freitas, head de investimentos do ASA, recomenda alongar a duration e diversificar além do Ibovespa com ativos reais, como imóveis, commodities e ouro, além do Tesouro IPCA+. A orientação ocorre com Treasuries acima de 4% e inflação dos EUA em 3,5% em 12 meses, cenário que favorece proteção contra a inflação e busca por retornos reais.

*Viva Capital · Investimentos · 10 de setembro de 2026 · Henrique Salomão*

Com Treasuries acima de 4% e inflação dos EUA em 3,5% em 12 meses, o head de investimentos do ASA, Rogério Freitas, recomenda alongar a duration e buscar ativos reais, como imóveis, commodities e ouro, além do Tesouro IPCA+.

Com os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, acima de 4% enquanto a inflação americana ronda 3,5% no acumulado em 12 meses, quem está no juro real curto perde dinheiro. A leitura é de Rogério Freitas, head de investimentos do ASA. Para ele, o caminho é alongar a duration e buscar prêmio de risco.

As duas recomendações do executivo: ativos reais (imóveis, commodities e ouro) e a Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B), conhecida no Tesouro Direto como Tesouro IPCA+. O ASA trabalha, por ora, com Selic terminal de 13,25% em 2026.

## Por que ativos reais entram na lista

"Se você olhar hoje, o investidor que está no juro real curto está perdendo dinheiro. O que você faz? Alonga, vai lá buscar duration, vai buscar prêmio de risco", explica Freitas.

Na avaliação dele, o investidor precisa migrar para o setor privado ou olhar para ativos reais, como imóveis e commodities, incluindo o ouro. "Esse contexto faz com que o investidor busque retorno real para tentar se defender contra a elevação da inflação", afirma.

O head do ASA vê excesso de dinheiro no mundo e, ao mesmo tempo, excesso de busca por dinheiro por parte de governos e empresas de tecnologia. "A curva longa aumenta com isso", diz. "É um ambiente de demanda por ativos reais que é importante ficarmos atentos porque a repressão financeira deve continuar por muitos anos."

Enquanto durar o cenário de desancoragem das moedas, o ouro deve seguir como opção atrativa de alocação. Freitas também descarta o "all in" em um único ativo, como o dólar, porque a diversificação pode trazer melhor rentabilidade.

## Tesouro IPCA+ e o termômetro dos juros

O Ibovespa segue dependente de dois fatores de definição, as urnas e o fiscal. Um cenário doméstico positivo, na visão de Freitas, pode beneficiar outras oportunidades. Entre elas, a NTN-B, o Tesouro IPCA+.

Nos Depósitos Interfinanceiros (DIs), ele avalia que a curva de juros brasileira sentiria o impacto de uma potencial mudança de política fiscal, com efeito automático na política monetária. "Quem dirige o carro da política monetária é a política fiscal. Se eu tenho perspectiva de mudança na política fiscal, automaticamente tenho perspectiva de mudança também na política monetária. Os juros nominais caem na hora, então real se valoriza, bolsa sobe e a NTN-B fecha a taxa", diz.

O termômetro mais sensível, segundo o head do ASA, é a taxa de juros, que carrega o prêmio de risco e o risco-país. Para ele, todos os ativos têm risco-país, porque o sistema funciona como "vasos comunicantes": bolsa de um lado, dólar do outro. "Os dois lados aumentam ou diminuem na mesma proporção: um é a bolsa, o outro é o dólar. Se cai o dólar, a bolsa sobe. Todos os outros são afetados positivamente", afirma.

como montar uma carteira de longo prazo

Do nosso lado, a leitura de Freitas reforça uma ideia simples do planejamento de longo prazo: não se trata de acertar o próximo trimestre, e sim de montar uma carteira que atravesse ciclos. Diversificar entre ativos reais e títulos indexados à inflação é menos sobre prever o cenário e mais sobre não depender de uma única aposta. Tesouro IPCA+ na aposentadoria

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/onde-investir-alem-ibovespa-confira-2-recomendacoes-chefe-investimentos-asa/
