Eli Lilly (LILY34): por que a fabricante do Mounjaro entrou na carteira de BDRs da Empiricus
A Empiricus Research atualizou sua carteira recomendada de ações internacionais (BDRs), e a novidade é a inclusão da farmacêutica Eli Lilly (LILY34) no lugar da Novo Nordisk (N1VO34), companhia dinamarquesa dona do Ozempic. A troca foi anunciada pelo analista Matheus Spiess, que vê a Eli Lilly no centro da narrativa da obesidade.
O que mudou na carteira da Empiricus?
Quem acompanha o mercado de BDRs sabe que a Novo Nordisk foi, por muito tempo, a queridinha do setor de obesidade. Mas, para Spiess, embora as ações da Novo Nordisk continuem construtivas no médio prazo, a Eli Lilly está mais bem posicionada agora. O Mounjaro, principal produto da empresa, mantém a liderança nesse mercado nos próximos meses.
Por que a Eli Lilly (LILY34) é uma das novas recomendações?
O analista elenca três pilares para a entrada da Eli Lilly na carteira. O primeiro é o catalisador: os produtos de incretinas Mounjaro e Zepbound somaram US$ 14,8 bilhões em receita no 2º trimestre (2T26), o que representa quase 65% da receita total da companhia. Um número que chama a atenção e mostra a força da linha de produtos.
O segundo ponto é o pipeline. A Eli Lilly lançou o Foundayo, medicamento oral para diabetes, em abril deste ano. Além disso, concluiu a Fase 3 de estudos da retatrutida, um agonista triplo que simula GLP-1, GIP e glucagon, para tratar obesidade e diabetes. Ou seja, a empresa não depende de um só produto, o que reduz o risco de concentração.
O terceiro pilar é o valuation. As ações negociam a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, um patamar inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Em outras palavras, o mercado está pagando menos por cada unidade de lucro futuro, o que pode indicar um bom ponto de entrada.
O que diz o analista sobre o desconto?
Spiess afirma: "Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly". A frase resume a tese: não é só o preço, é a combinação de preço atraente com fundamentos fortes. Mas é preciso lembrar que valuation baixo não é garantia de retorno, e o risco de concentração no setor de obesidade existe.
O que mais tem na carteira de BDRs da Empiricus?
Além da Eli Lilly, a carteira Empiricus BDR conta com mais 11 recomendações, totalizando 12 ativos internacionais de diversos setores. O relatório completo está disponível de forma 100% gratuita, e nele você descobre quais são as outras ações e quanto investir em cada uma.
Como investir em BDRs com segurança?
Investir em BDRs exige atenção à liquidez e ao câmbio, além do risco específico de cada empresa. No caso da Eli Lilly, o horizonte recomendado é de longo prazo, dado o potencial do pipeline. Mas diversificar é essencial: uma carteira com 12 ativos de setores variados reduz o impacto de um mau desempenho isolado.
Perguntas Frequentes
A Eli Lilly substituiu a Novo Nordisk na carteira da Empiricus?
Sim. A Eli Lilly (LILY34) entrou no lugar da Novo Nordisk (N1VO34) na carteira de BDRs da Empiricus Research, conforme análise de Matheus Spiess.
Qual é o principal produto da Eli Lilly?
O Mounjaro, usado no tratamento da obesidade, é o principal produto. Ele e o Zepbound somaram US$ 14,8 bilhões em receita no 2T26.
Qual é o valuation da Eli Lilly?
As ações negociam a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, abaixo da média de 37,3x dos últimos cinco anos.
A Novo Nordisk ainda é uma boa opção?
Segundo o analista, as ações da Novo Nordisk continuam construtivas no médio prazo, mas a Eli Lilly está no centro da narrativa da obesidade.
Onde posso ver a carteira completa?
O relatório completo da carteira de BDRs da Empiricus está disponível gratuitamente, com as 12 recomendações e o percentual sugerido para cada ativo.
Disclaimer: este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Sempre analise os riscos e estude antes de investir.
