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Nvidia (NVDA) dá força à tese de IA, mas GT Capital ressalta risco

ResumoNvidia (NVDA) apresentou resultados que reforçam a tese de inteligência artificial, mas a GT Capital destaca o risco à rentabilidade do setor. A preocupação concentra-se no ciclo de investimentos, cuja sustentabilidade depende de retornos consistentes. O alerta da gestora aponta para possível pressão sobre margens futuras, exigindo cautela na avaliação de exposição a ativos de IA.

Resultados da Nvidia (NVDA) reforçam a tese de IA, mas a GT Capital alerta para o risco da rentabilidade. Entenda a preocupação com o ciclo de investimentos.

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Nvidia (NVDA) dá força à tese de IA, mas GT Capital ressalta risco
Foto: Viva Capital · Nvidia (NVDA) dá força à tese de IA, mas GT Capital ressalta risco · 27 ago 2026

O mercado acompanhou de perto os resultados da Nvidia (NVDA) nesta semana, em meio à discussão sobre a força do ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) e a capacidade das empresas de transformar os aportes bilionários no setor em rentabilidade.

Para Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, os números apresentados pela Nvidia foram fortes, principalmente pelo desempenho da divisão de data centers e pelo guidance da companhia. Em entrevista ao Giro do Mercado, Gass afirmou que "agora a discussão não é tanto sobre até quando dura o ciclo de IA, mas sobre quando eles conseguem entregar". A tese de investimentos em IA segue válida e "a todo vapor".

Apesar do desempenho, o especialista destaca que os riscos relacionados à rentabilidade dos investimentos em IA continuam no radar. A principal preocupação é se o ciclo de aportes bilionários em infraestrutura e tecnologia será capaz de gerar retornos suficientes para justificar as expectativas elevadas do mercado.

Gass cita a Meta como exemplo. Embora a companhia tenha apresentado receita acima das expectativas, o resultado foi sustentado principalmente pelo Facebook e pelas receitas de publicidade, enquanto os investimentos relacionados à IA ainda não estariam gerando os retornos esperados. "Por isso a ação caiu intensamente. A tensão do mercado é sobre o questionamento da rentabilidade desse setor de IA", disse.

Na visão do analista, o nível de expectativa em torno de empresas como a Nvidia torna qualquer resultado apenas em linha com as projeções um problema para as ações. "É uma empresa que precisa sempre trazer números extraordinários", afirmou.

Além das perspectivas sobre a IA, o mercado também tem no radar o simpósio de Jackson Hole, que, segundo Gass, terá um peso diferente neste ano devido à estreia de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve (Fed). O banco central americano deixou de oferecer parte do guidance que era comum anteriormente, aumentando a importância do discurso de Warsh para a formação das expectativas dos investidores. "O conteúdo informacional do discurso de amanhã será maior", avaliou.

Atualmente, o mercado precifica cerca de um terço de chance de uma alta de juros na reunião do Fed em setembro, segundo Gass. O cenário contrasta com a perspectiva para o Brasil. Enquanto os investidores esperam mais um corte da Selic por aqui, nos Estados Unidos existe a possibilidade de elevação dos juros, "uma inversão relevante em relação ao cenário observado um ano atrás", indica o especialista.

“Resultados da Nvidia (NVDA) reforçam a tese de IA, mas a GT Capital alerta para o risco da rentabilidade. Entenda a preocupação com o ciclo de investimentos.”
Thiago Vasques · Editor(a) Investimentos · Viva Capital PRO
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