# Nubank (ROXO34): é hora de comprar? BBI eleva preço-alvo

> Nubank (ROXO34) recebeu elevação do preço-alvo pelo Bradesco BBI para R$ 15,50, após queda de 35% nas ações. O potencial de alta é de 20% em relação ao preço atual. A recomendação positiva baseia-se no programa Desenrola e na expansão internacional, fatores que sustentam a perspectiva otimista para a fintech.

*Viva Capital · Investimentos · 26 de agosto de 2026 · Henrique Salomão*

Após tombo de 35%, Bradesco BBI eleva preço-alvo do Nubank (ROXO34) para R$ 15,50, com potencial de alta de 20%. Programa Desenrola e expansão no exterior sustentam otimismo.

O Nubank (NU; ROXO34) enfrentou uma sequência de notícias negativas, de aumento da inadimplência à saída do CFO Guilherme Lago. O resultado foi um tombo de até 35% na ação. Mas, para o Bradesco BBI, o pior já passou, e o momento pode ser de compra.

Os analistas elevaram o preço-alvo do BDR de R$ 14,50 para R$ 15,50, o que representa potencial de alta de 20%. A justificativa é simples: a cautela com o papel já está precificada. O banco também aumentou as projeções de lucro antes de impostos em 4,6% para 2026 e 4,3% para 2027, enquanto as estimativas de lucro líquido subiram 3,4% e 4,3%, para US$ 4,2 bilhões e US$ 5,3 bilhões, respectivamente.

Vale lembrar que o Nubank vem de um balanço bem recebido, com números acima do esperado, o que fez o papel disparar mais de 12% na sessão pós-resultado. Nos cálculos do BBI, o banco negocia a 13,8 vezes o lucro estimado para 2027, abaixo da média histórica de 21 vezes. Ou seja, mesmo com provisões maiores e piora na qualidade do crédito, a ação segue barata.

Outro fator que joga a favor é o Desenrola, programa do governo federal. Embora os analistas notem intensidade menor que no trimestre anterior, com desaceleração dos volumes em julho e agosto e encerramento do programa nesta semana, o impacto ainda é relevante. O BBI estima que cerca de US$ 150 milhões em créditos renegociados no 2T26 elevaram em 4 p.p. a formação de créditos no estágio 3 e contribuíram com US$ 160 milhões para recuperações.

Para o terceiro trimestre, o banco projeta aproximadamente R$ 350 milhões em novas operações ligadas ao Desenrola, abaixo dos R$ 800 milhões do 2T26, com benefício estimado de US$ 37 milhões sobre o custo de risco líquido. O próprio Nubank indicou que cerca de quatro quintos do impacto já foram reconhecidos no segundo trimestre.

Além do benefício residual do Desenrola, o BBI vê riscos positivos em possíveis avanços no México, primeiros indicadores da operação nos EUA e aceleração do crédito consignado privado, especialmente para 2027 e 2028. Para quem pensa no longo prazo, a leitura é de que o roxinho pode estar entrando em uma fase mais favorável, com valuation atraente e catalisadores à frente.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/nubank-roxo34-pior-ficou-tras-programa-governo-pode-dar-uma-8216forcinha8217-hor/
