# MRV&Co (MRVE3) lidera ganhos da bolsa após venda da Luggo; JP Morgan vê desalavancagem

> MRV&Co (MRVE3) liderou os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira após a venda de ativos da Luggo. O JP Morgan elevou a recomendação da ação, citando avanço na desalavancagem e geração de caixa como fatores positivos para a empresa.

*Viva Capital · Investimentos · 15 de julho de 2026 · Patrícia Mendonça*

As ações da MRV&Co (MRVE3) lideraram os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira, após a venda de ativos da Luggo. O JP Morgan elevou a recomendação, citando avanço na desalavancagem e geração de caixa.

## MRV&Co (MRVE3) lidera ganhos da bolsa após venda de ativos da Luggo; JP Morgan vê avanço na desalavancagem

As ações da MRV&Co (MRVE3) lideraram os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira, 26 de março de 2025, impulsionadas pelo anúncio da venda de ativos da Luggo para a VBI Real Estate. O JP Morgan elevou a recomendação dos papéis para overweight, com preço-alvo de R$ 14,00, sinalizando que a desalavancagem da companhia avança mais rápido que o esperado.

A MRV&Co (MRVE3) liderou os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira, após vender ativos da Luggo para a VBI Real Estate. O JP Morgan elevou a recomendação para overweight, com preço-alvo de R$ 14,00, citando avanço na desalavancagem e geração de caixa. A venda reduziu a dívida líquida da companhia.

## Por que a MRV&Co (MRVE3) disparou na bolsa?

A venda de ativos da Luggo, plataforma de aluguel com opção de compra da MRV&Co, foi o principal catalisador do movimento. A operação envolveu a alienação de 1.200 unidades para a VBI Real Estate, gerando um fluxo de caixa estimado em R$ 150 milhões. Esse montante será usado para abater dívidas, acelerando o processo de desalavancagem.

Segundo relatório do JP Morgan, a transação reduz a alavancagem financeira da MRV&Co em aproximadamente 0,5 vez, medida pela relação dívida líquida sobre EBITDA. O banco destaca que a companhia está mais focada em geração de caixa e redução de passivos, o que deve melhorar o perfil de risco da empresa.

## O que é desalavancagem e por que importa?

Desalavancagem é o processo de redução do endividamento de uma empresa. Para a MRV&Co, que acumulou dívidas ao expandir a Luggo, vender ativos e usar o dinheiro para pagar passivos é um movimento estratégico. Isso reduz o custo financeiro e libera caixa para novos investimentos.

O JP Morgan calcula que, com a venda, a dívida líquida da MRV&Co cairá de R$ 3,2 bilhões para cerca de R$ 3,05 bilhões. A relação dívida líquida/EBITDA, que estava em 2,8 vezes, deve recuar para 2,3 vezes, um nível mais confortável para o setor de construção.

## Como a venda da Luggo impacta as contas da MRV&Co?

A Luggo sempre foi vista como um ativo de alto risco, pois exigia capital intensivo para aquisição de imóveis. Ao vender parte desses ativos, a MRV&Co reduz a exposição a esse risco e melhora o fluxo de caixa operacional.

A VBI Real Estate, que comprou as unidades, é uma gestora especializada em ativos imobiliários. A transação incluiu um acordo de operação: a MRV&Co continuará administrando os imóveis por até 24 meses, recebendo uma taxa de gestão. Isso garante receita recorrente sem o custo de carregamento dos ativos.

## O que dizem os analistas sobre MRVE3?

Além do JP Morgan, outras casas também reagiram positivamente. O Itaú BBA manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 13,50. O Bradesco BBI destacou que a venda reduz o "risco Luggo", que pesava sobre o valuation da empresa.

A média dos analistas consultados pela Bloomberg aponta para um potencial de alta de 35% em relação ao preço de fechamento de terça-feira, 25 de março, quando MRVE3 valia R$ 10,40.

## MRV&Co (MRVE3) é uma boa compra agora?

Para investidores de longo prazo, a tese de desalavancagem é atrativa. A MRV&Co tem um dos maiores bancos de terrenos do Brasil, com mais de 2.000 lotes, e opera em um segmento de baixa renda que conta com subsídios do programa Minha Casa, Minha Vida.

No entanto, o setor de construção ainda enfrenta desafios: juros altos (a Selic está em 14,25% ao ano) e inflação de materiais. A venda da Luggo mitiga parte desses riscos, mas não elimina a exposição ao ciclo econômico.

## O que esperar para o futuro da MRV&Co?

A companhia já sinalizou que pretende vender mais ativos da Luggo ao longo de 2025, com meta de gerar R$ 500 milhões em caixa. Se conseguir, a dívida líquida pode cair para R$ 2,7 bilhões, reduzindo a alavancagem para 2,0 vezes.

Além disso, a MRV&Co está focada em lançamentos no segmento de média renda, com a marca Sensia, que tem margens maiores. A combinação de desalavancagem com novos produtos pode impulsionar o lucro líquido em 2026.

## Perguntas Frequentes

### Por que a MRV&Co vendeu ativos da Luggo?

Para reduzir o endividamento e focar em geração de caixa. A Luggo exigia capital intensivo e a venda libera recursos para abater dívidas.

### Qual o impacto da venda no preço das ações MRVE3?

As ações subiram 8% no dia do anúncio, liderando o Ibovespa. Analistas veem potencial de alta adicional de 35%.

### A MRV&Co ainda vai vender mais ativos?

Sim. A meta da companhia é gerar R$ 500 milhões em caixa com vendas adicionais da Luggo em 2025.

### O JP Morgan recomenda comprar MRVE3?

Sim. O banco elevou a recomendação para overweight, com preço-alvo de R$ 14,00.

### A venda da Luggo resolve os problemas de dívida da MRV&Co?

Ajuda, mas não resolve por completo. A dívida líquida ainda é alta, mas a relação dívida/EBITDA deve cair para 2,3 vezes, um nível mais saudável.

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Fonte (canonical): https://vivacapital.com.br/investimentos/mrv038co-mrve3-lidera-ganhos-bolsa-apos-venda-ativos-luggo-jp-morgan-ve-avanco-d/
